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A PF (Polícia Federal) afirmou, em laudo médico enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisa de avaliação e seguimento multiprofissional regulares na prisão.

O foco atual seria descobrir causas para as alterações neurológicas apontadas nos exames. A PF chegou a numerar hipóteses para o problema, como alimentação baixa em vitaminas e interações medicamentosas, mas recomendou uma investigação complementar que identifique as razões das alterações com precisão.

Até que isso ocorra, a os peritos propuseram a instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho do alojamento; a instalação de campainhas de pânico ou outros dispositivos de monitoramento em tempo real, além de acompanhamento contínuo nas áreas comuns.

O laudo também reforça a necessidade de uma avaliação nutricional e prescrição de dieta específica para as comorbidades que o ex-presidente possui. Além disso, recomenda atividade aeróbica regular e tratamento fisioterápico contínuo, com ênfase em força muscular e equilíbrio postural.

O laudo da PF foi tornado público pelo ministro Alexandre de Moraes nesta sexta-feira (6).

O documento tem 52 páginas e atesta que o ex-presidente sofre de sete comorbidades médicas, entre elas hipertensão arterial, síndrome de apneia, obesidade clínica e refluxo gástrico. No entanto, a PF atestou que a Papudinha é capaz de suprir as demandas de saúde de Bolsonaro.

O resultado, segundo apurou a CNN, diminui as chances de Bolsonaro ser transferido no curto prazo para uma prisão domiciliar, como tem solicitado a sua defesa nas últimas semanas.

“Tais comorbidades não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar, afirma a força policial.

A Polícia Federal ressalta ainda que, apesar do controle clínico e da disponibilidade de protocolos de pronta resposta, “é necessário otimização dos tratamentos e das medidas preventivas por profissionais especializados em decorrência do risco de complicações, principalmente eventos cardiovasculares”.

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Fonte : CNN

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