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A Polícia Federal afirmou que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso novamente nesta quarta-feira (4), continuou realizando práticas criminosas mesmo após ter obtido liberdade provisória em novembro de 2023, quando foi detido pela primeira vez. A apuração é de Teo Cury, ao CNN Novo Dia.

“A polícia diz que Daniel Vorcaro, mesmo depois de ser colocado em liberdade provisória, a organização criminosa chefiada por ele continuou a ocultar recursos bilionários em nomes de terceiros – os quais somente foram descobertos em razão das medidas executadas após a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero“, apontou Cury: “Quem autorizou aquela deflagração foi o ministro Dias Toffoli”.

Um trecho do pedido feito pela Polícia Federal ao ministro André Mendonça para a deflagração da operação destaca que, enquanto o Fundo Garantidor de Crédito era utilizado para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no mercado financeiro – valor que alcança quase 40 bilhões de reais – Vorcaro ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais. Segundo a PF, esses recursos estavam junto a uma empresa conhecida por lavar dinheiro “das mais perigosas organizações criminosas do Brasil”.

Prisão preventiva para impedir continuidade delitiva

A atual prisão preventiva de Daniel Vorcaro, determinada pelo ministro André Mendonça a pedido da Polícia Federal, tem como objetivo impedir que esse tipo de ação continue. As autoridades buscam evitar que o investigado tente driblar a justiça, aumente o rombo para credores e para o Fundo Garantidor de Crédito, além de prevenir possíveis ameaças, coação e tentativas de obstrução das investigações.

Na segunda fase da operação, deflagrada em janeiro e autorizada pelo então relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, foi bloqueada a impressionante quantia de mais de 2 bilhões de reais. Parte desse valor estaria na conta do pai de Daniel Vorcaro, conforme apontado nas investigações.

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Fonte : CNN

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