A PF (Polícia Federal) criou a CGFron (Coordenação-Geral de Fronteiras) e, com isso, passa a coordenar de Brasília crimes que ocorrem nas fronteiras do Brasil com países vizinhos.
Na prática, se ocorre um roubo à carga, o caso é investigado pela Superintendência da PF no estado que ocorreu o crime, mas o inquérito fica subordinado à essa coordenação. Antes, ficaria na delegacia da área.
Investigadores ouvidos pela CNN explicam que essa centralização ajuda a ter mais controle de ligações dos crimes entre si e há possibilidade de troca de informações caso, por exemplo, os suspeitos de um roubo sejam os mesmos de um homicídio em outro estado que faz fronteira.
Um exemplo pratico: se uma facção é investigada por homicídio de um agente do Estado no Paraná na fronteira com Paraguai, esse inquérito pode ter relação com um assalto pelo mesmo grupo em Mato Grosso do Sul. Antes, seriam dois inquéritos separados por delegacias de estados diferentes que não trocariam informações.
Com a CGFron, os casos, que ocorreram na fronteira, ficam sob a guarda da Superintendência, mas com supervisão da Coordenação-Geral, que trará os rumos da investigação.
A estratégia segue os mesmos moldes do GISE, que são os grupos de investigações sensíveis. Todo estado tem um, que é subordinado à CGPRE, Coordenação-Geral de Repressão a Drogas, Armas, Crimes contra o Patrimônio e Facções Criminosas da PF, em Brasília.
A exemplo, inquéritos contra o PCC (Primeiro Comando da Capital) ou CV (Comando Vermelho). Os inquéritos são tocados pelos estados, mas com coordenação de Brasília, que sempre está ciente dos rumos e etapas do processo.
A criação da CGFron é uma demanda antiga dos investigadores, que avaliam que a integração de informações ajuda no combate ao crime organizado, sendo as fronteiras “as portas de entrada” do crime no Brasil.
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Fonte : CNN