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A Petrobras afirmou nesta sexta-feira (13) que estima um repasse de R$ 0,06 no litro do diesel puro para o consumidor, após o reajuste anunciado mais cedo.

A presidente da companhia, Magda Chambriard minimizou o repasse, que chamou de “residual”.

O reajuste nos preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro, passará a valer a partir deste sábado (14).

Durante coletiva na sede da estatal, Magda afirmou que o reajuste está de acordo com a estratégia de preços da companhia, que prevê não repassar a volatilidade do mercado internacional ao mercado doméstico.

Segundo ela, a “guerra foi fator determinante para o aumento”.

Na quinta (12), o governo federal zerou a cobrança de PIS e Cofins sobre o diesel. Sem a medida, a alta estimada seria de R$ 0,70.

“O governo federal desonera R$ 0,32 por litro na nota fiscal (…) a Petrobras onera R$ 0,38”, afirmou Chambriard.

A empresa, que já disse que vai aderir ao programa de subvenção, citou ainda na nota do reajuste de preços que o impacto do aumento às distribuidoras será mitigado pela desoneração dos tributos federais.

O preço médio do diesel da companhia estava 72% abaixo da paridade de importação no fechamento do mercado na quinta-feira, ou R$ 2,34 o litro abaixo, segundo cálculos da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

A forte defasagem ocorreu após o preço do petróleo Brent, referência internacional, ter disparado de cerca de US$ 70 o barril, no fim de fevereiro, para aproximadamente US$ 100 o barril.

O último ajuste de preços da Petrobras para as distribuidoras foi uma redução que ocorreu em maio de 2025 e o último aumento realizado ocorreu em fevereiro de 2025.

Ainda durante a coletiva, Magda afirmou que a empresa não descarta novas ações e que a companhia seguirá “acompanhando o mercado internacional”.

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Fonte : CNN

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