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A Petrobras e os parceiros do Consórcio de Libra anunciaram nesta terça-feira (03) que vão investir R$ 151 milhões em tecnologias e modelos geológicos para aplicação no Campo de Mero, o terceiro maior da Petrobras, localizado na área de pré-sal da Bacia de Campos.  

O projeto Libra Rocks estabelece parceria estratégica entre o Consórcio e UnB (Universidade de Brasília), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Segundo Bruno Moczydlower, gerente executivo de Libra, o projeto tem duração prevista de quatro anos e pretende transformar a abordagem científica e tecnológica na área de exploração e produção de petróleo. 

O projeto tem potencial de aumentar o fator de recuperação e aumentar a eficiência no gerenciamento de reservatórios

Inovações 

O Libra Rocks pretende usar IA (inteligência artificial) para o desenvolvimento de algoritmos capazes de automatizar o processamento de dados geológicos. A tecnologia permitirá a construção de modelos conceituais detalhados das rochas carbonáticas da área de Libra, assim como formas de analisar rochas com métodos diferentes dos empregados atualmente. 

O reservatório do campo Mero está localizado em profundidades que variam de 5.000 a 6.000 metros abaixo do nível do mar e em lâminas d’água de 1.800 e 2.000 metros. A formação é composta principalmente por rochas carbonáticas originadas há aproximadamente entre 125 e 113 milhões de anos. 

A iniciativa quer estudar a origem, composição, estrutura e transformação das rochas para compreender características como a distribuição dos poros (espaços vazios) e a permeabilidade (a capacidade de permitir a passagem de fluidos).

O Libra Rocks prevê a compra de equipamentos de ponta e a participação de mais de 150 pessoas das universidades envolvidas no projeto, incluindo a concessão de bolsas de estudo de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado. 

As operações do campo de Mero são conduzidas pelo consórcio operado pela Petrobras em parceria com a Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC, CNOOC e a PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A). 

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Fonte : CNN

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