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A pesquisadora e escritora Aline Borges, conhecida como Nine Borges, afirma estar sendo investigada pela PF (Polícia Federal) após publicar um vídeo nas redes sociais em que questiona repasses da Secretaria Nacional dos Direitos das pessoas LGBTQIA+ a organizações não governamentais.

Segundo ela, os dados utilizados foram extraídos de bases oficiais do governo federal. Ao cruzar as informações, Borges diz ter identificado que diferentes ONGs, com CNPJs distintos, receberam recursos públicos, mas estariam registradas no mesmo endereço físico.

Borges afirma que uma das entidades envolvidas já foi presidida por Symmy Larrat, atual secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. No vídeo, ela aponta a possibilidade de conflito de interesse.

“Symmy Larrat assumiu a Secretaria Nacional LGBT, e desde então, praticamente todos os recursos foram aprovados pela sua Secretaria, embora haja conflito de interesse”, diz.

A CNN Brasil procurou o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para se manifestar sobre as alegações, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Investigação

Após a divulgação do conteúdo nas redes, Borges diz que passou a ser investigada pela Polícia Federal no Distrito Federal. As acusações iniciais incluiriam injúria racial — no entendimento jurídico atual que equipara transfobia ao crime de racismo — além de calúnia e difamação.

Em seu perfil no Instagram, a pesquisadora afirma que o procedimento foi motivado pelo vídeo sobre os repasses.

“O pedido de abertura de investigação juntou aos autos o vídeo que produzi sobre os repasses, além de um print que não guarda relação com esse vídeo, no qual me refiro à pessoa como ‘ele’. É importante esclarecer que a instauração do pedido de investigação foi motivada pelo vídeo sobre os repasses”, declarou.

Segundo Borges, a imputação de injúria racial estaria relacionada ao uso de pronome masculino ao se referir à secretária. Já as acusações de calúnia e difamação teriam como base a menção aos repasses financeiros e ao questionamento sobre eventual conflito de interesse.

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Fonte : CNN

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