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Depois da estética glass skin dominar as últimas temporadas, a maquiagem vive um novo momento. O glow extremo começa a dar espaço a um acabamento mais equilibrado e sofisticado: a pele soft matte.

A proposta da tendência não é voltar ao matte pesado que marcou décadas passadas, mas criar uma pele com aspecto aveludado, controle de brilho e textura natural, preservando luminosidade em pontos estratégicos do rosto. “Hoje falamos de um matte inteligente: a pele continua com textura natural, viço e pontos estratégicos de luz”, explica Ma Mattar, maquiadora do Rom Concept. Segundo ela, o acabamento também ajuda a criar um efeito visual semelhante ao de um filtro de imagem. “Essa volta veio para trazer mais durabilidade à maquiagem e também o efeito blur, quase como um Photoshop na pele.”

Para conquistar esse resultado, a técnica de aplicação faz toda a diferença. Em vez de camadas grossas de produto, os profissionais apostam em texturas leves e construção gradual da pele.

“O segredo está no equilíbrio entre textura e camadas. Uma pele matte bonita não é construída com excesso de produto, mas com camadas finas e bem trabalhadas”, diz Mattar. Entre as técnicas que utiliza, está a combinação de diferentes acabamentos de base. “Costumo usar duas bases de texturas diferentes: nas extremidades do rosto uso algo mais glow e, na zona T, uma base soft matte, selando com pó translúcido apenas no centro do rosto. Isso controla o brilho sem apagar a vitalidade.”
Essa ideia de equilíbrio também define a forma como o matte é interpretado hoje na maquiagem profissional.

Para Lincoln Ferreira, maquiador do Studium, essa tendência acompanha uma mudança de mentalidade na maquiagem atual. “Hoje a maquiagem não busca esconder a pele, mas harmonizar e realçar o que ela tem de mais bonito.”

Antes mesmo da base entrar em cena, porém, os especialistas reforçam que o segredo está na preparação da pele. Uma pele bem tratada faz com que produtos matte se comportem melhor e tenham aparência mais natural ao longo do dia. “A preparação ideal passa por três etapas: lavar o rosto com sabonete facial, aplicar um tônico adstringente para equilibrar a oleosidade e finalizar com um sérum ou hidratante facial. Isso mantém a pele macia e pronta para receber a maquiagem”, ensina Danilo Troiani, artista oficial de Nina Makeup.

Na construção do acabamento soft matte, outros produtos também desempenham papel importante para devolver dimensão ao rosto. Para Danilo, a escolha das texturas ajuda a preservar o efeito equilibrado da tendência. “O pó facial precisa ser bem fino e delicado. Já o contorno em stick combinado com bronzer em pó cria um efeito mais natural. O soft matte não exige brilho intenso, por isso o ideal é finalizar com uma bruma fixadora de efeito natural ou matte.”

Blush e bronzer também entram na equação para trazer frescor ao resultado final. “Eles devolvem vida à pele e criam dimensão”, explica Lincoln Ferreira. “A ideia é manter um acabamento sofisticado, mas sem perder a naturalidade.”,

Apesar de parecer simples, um erro comum pode comprometer o resultado: exagerar no efeito opaco. “O erro mais comum é acreditar que pele matte significa eliminar completamente qualquer sinal de luminosidade”, diz Mattar. “Quando usamos base muito pesada ou excesso de pó, o resultado acaba sendo uma pele opaca e artificial.”

Lincoln concorda. “A pele naturalmente tem textura e luminosidade. Quando tentamos eliminar isso totalmente, o resultado fica pesado. O matte bonito hoje é aquele que ainda parece pele de verdade.”

Para Danilo, a escolha do pó também influencia. “O maior erro é exagerar no pó ou usar pó compacto em excesso, porque pode deixar a pele pesada. O ideal é usar pó facial, de preferência translúcido ou bem fino.”

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Fonte : CNN

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