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O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu inesperadamente na semana passada, indicando condições estáveis no mercado de trabalho e uma recuperação no crescimento do emprego em março.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 8.000, para 205.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 14 de março, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (19). Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

O governo introduziu novos fatores sazonais para 2026 e revisou os fatores sazonais de 2021 a 2025. Fatores sazonais são o modelo usado para eliminar as flutuações sazonais das séries. Os dados dos pedidos foram revisados de 2021 a 2025.

As demissões permaneceram relativamente baixas, mesmo com as empresas relutando em aumentar o número de funcionários devido ao que os economistas disseram ser a incerteza causada pelas tarifas do presidente Donald Trump. A repressão à imigração do governo Trump, que reduziu a oferta de mão de obra, também prejudicou o crescimento do emprego, segundo eles.

A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas, que foram aplicadas de acordo com uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais, mas Trump impôs uma taxa global de 10%. Foram iniciadas investigações contra alguns parceiros comerciais, o que, segundo economistas, resultará em mais tarifas.

As empresas também enfrentam mais incertezas devido à guerra no Oriente Médio que envolve EUA, Israel e Irã, aumentando os preços do petróleo em mais de 40% desde o início do conflito no final de fevereiro.

Na quarta-feira (18), o Federal Reserve manteve a taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75%. As autoridades projetaram uma inflação mais alta, taxa de desemprego estável e apenas uma única redução nos custos de empréstimos este ano.

Os dados dos pedidos de auxílio cobriram o período durante o qual o governo pesquisa empresas para o relatório de emprego de março.

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Fonte : CNN

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