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O tema de uma festa organizada por duas comissões de formatura de estudantes de uma das escolas mais tradicionais do Recife gerou críticas nas redes sociais após ser apontado como exemplo de “racismo recreativo”. O assunto foi levantado pela jornalista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Fabiana Moraes e criticado por ativistas neste fim de semana.

A festa, chamada “Deu a louca no morro”, foi promovida para alunos do Colégio Damas. Em vídeos, que circulam na internet, é possível ver adolescentes sugerindo “looks” para o evento, com camisas de times de futebol, shorts curtos, cordões dourados e óculos estilo “juliet”.

Ao comentar o caso nas redes sociais, Fabiana Moraes afirmou que estudantes da instituição “promoveram esta semana uma inacreditável festa chamada ‘Deu a louca no morro’”. Segundo ela, no evento “as pessoas foram fantasiadas de… gente favelada, moradora de encostas, galerosa”.

A jornalista também questionou o papel da escola diante da situação. “O que pensar quando um grupo de educadores/as não vê problema no racismo recreativo? A escola não tinha nenhum conhecimento?”, escreveu.

Grupos de ativistas e profissionais da educação também usaram as redes sociais para criticar o tema da festa. A deputada estadual Dani Portela (PSOL) se manifestou sobre o caso e afirmou, em vídeo publicado nas redes, que o evento estigmatiza moradores de periferias e reforça preconceitos de raça e classe.

“Uma das modalidades da prática de racismo é o racismo recreativo. É quando o racismo é praticado como piada, como meme, como brincadeira”, disse a parlamentar.

Procurado, o Colégio Damas afirmou que não teve conhecimento prévio da festa. Segundo a instituição, o evento foi organizado de forma privada por estudantes, fora do ambiente escolar e sem vínculo com a escola.

Leia a nota na íntegra:

“Diante das publicações que vêm circulando nas redes sociais sobre uma festa associada a alunos da instituição, o Colégio Damas vem a público prestar os seguintes esclarecimentos.

O evento mencionado foi organizado de forma privada por estudantes, fora do ambiente escolar e sem qualquer vínculo institucional ou participação da escola em sua concepção, organização ou divulgação. A instituição não teve conhecimento prévio da realização da referida festa.

Também destacamos a necessidade de responsabilidade no tratamento de informações que envolvem adolescentes, evitando ataques que possam gerar exposição indevida de menores.

A escola é uma instituição confessional católica que orienta suas atividades pelos valores do respeito, da dignidade humana, repudiando qualquer forma de discriminação, preconceito ou discurso de ódio.

Reconhecemos a importância e a sensibilidade do debate público sobre temas relacionados ao preconceito e ao racismo e reafirmamos nosso compromisso permanente com a formação ética, humana e cidadã.

Permanecemos abertos ao diálogo construtivo e continuaremos trabalhando para promover um ambiente educacional pautado pelo respeito, pela empatia e pelos valores cristãos que norteiam a missão do Colégio Damas”.

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Fonte : CNN

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