O Bundestag, Parlamento alemão, votou nesta sexta-feira (5) a favor de um projeto de lei que permite ao país avançar rumo ao serviço militar obrigatório.
A medida visa aumentar as Forças Armadas alemãs para aproximadamente 260 mil soldados, (atualmente são 180 mil), além de 200 mil reservistas, até 2035.
A votação acontece em meio às tensões com a Rússia, que intensificam os apelos para que a Europa conquiste maior independência da proteção dos Estados Unidos.
O projeto de lei foi aprovado com uma maioria relativamente sólida, com 323 votos a favor, 272 contra e uma abstenção.
A medida não prevê o serviço militar obrigatório. Em vez disso, incentiva o alistamento voluntário por meio de medidas como um salário inicial mensal de € 2.600 (aproximadamente R$ 16 mil). Isso seria um aumento de € 450 (aproximadamente R$ 2.700) em relação ao valor atual.
No entanto, se as novas cotas ainda não forem atingidas, o governo mantém a opção do recrutamento obrigatório. Isso aconteceria após uma nova votação para uma lei adicional no parlamento.
Pelo novo sistema, todos os jovens de 18 anos receberão um questionário a partir do próximo ano perguntando sobre seu interesse em servir nas forças armadas. No entanto, responder é obrigatório apenas para os homens.
E a partir de julho de 2027, os homens também terão que se submeter a exames militares obrigatórios ao completarem 18 anos.
Com essas reformas, a Alemanha se junta a vários outros países europeus que reintroduziram ou expandiram o serviço militar após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Serviço militar nos países da Europa
A Dinamarca expandiu seu serviço militar para incluir mulheres em julho.
Em janeiro de 2024, a Letônia reintroduziu o serviço militar obrigatório para homens
No mês passado, a França anunciou a criação de um novo serviço militar voluntário para jovens.
A Alemanha não tem serviço militar obrigatório desde 2011, quando foi suspenso, tornando o serviço totalmente voluntário.
As forças armadas do país sofrem com a falta de financiamento desde a Guerra Fria, caindo para menos de 2% do PIB, já que a segurança europeia parecia não estar ameaçada e um tabu em torno dos militares persistia após a era nazista.
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Fonte : CNN