Países do Oriente Médio afirmam estar interceptando drones e mísseis na madrugada desta sexta-feira (19), horário local. Os ataques ocorrem enquanto muçulmanos em toda a região celebram o Eid al-Fitr, festival que marca o fim do mês sagrado do Ramadã.
A emissora estatal iraniana IRIB informou que as defesas foram ativadas contra “alvos hostis” no leste da capital, Teerã.
Os militares israelenses disseram ter iniciado uma “onda de ataques” por toda a cidade. Os militares de Israel disseram ter identificado mísseis lançados do Irã e que seus sistemas de defesa estavam trabalhando para interceptá-los.
A Arábia Saudita abateu pelo menos uma dúzia de drones sobre as regiões leste do país e um sobre a região norte de Al-Jawf nas últimas horas, informou o Ministério da Defesa.
Os Emirados Árabes Unidos disseram que suas defesas aéreas estavam respondendo a “ameaças de mísseis e drones vindas do Irã”. O escritório de mídia do governo de Dubai afirmou que os estrondos ouvidos no emirado foram resultado de interceptações bem-sucedidas.
O Ministério do Interior do Bahrein informou que um incêndio começou em um armazém devido à queda de estilhaços após um ataque iraniano.
Sirenes foram acionadas no Kuwait, enquanto o exército afirmava estar interceptando mísseis e drones.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
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Fonte : CNN