Noventa e oito edições depois de sua primeira cerimônia, o Oscar segue sendo palco de vitórias e de marcas que resistem ao tempo. Neste domingo (15), Hollywood se reúne mais uma vez para premiar — e, em alguns casos, para reescrever — a própria história do cinema.
Para entrar no clima da maior festa do cinema, a CNN reuniu os recordes que contam essa trajetória e que a dimensionar o peso de cada estatueta entregue da noite. Relembre aqui as polêmicas deste ano. Confira:
O filme mais indicado de todos os tempos

“A Malvada” (1950), “Titanic” (1997) e “La La Land” (2016) detinham juntos o recorde de 14 indicações cada — marca que resistiu por décadas até esta edição.
Em 2026, “Pecadores”, de Ryan Coogler, pulverizou esse número ao chegar à cerimônia com 16 indicações, um marco inédito. O filme concorre, entre outras categorias, a Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator para Michael B. Jordan e Melhor Fotografia, e ainda disputa a estreante categoria de Melhor Elenco.
O maior dos vencedores

Três filmes dividiram o topo da tabela de vitórias na história do Oscar: “Ben-Hur” (1959), “Titanic” (1997) e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” (2003) têm 11 estatuetas cada.
Mas o filme de Peter Jackson guarda uma distinção única: foi indicado 11 vezes e venceu todas, considerada a maior “varredura” da história da premiação.
Amor italiano

Nenhum país dominou a categoria de Melhor Filme Internacional como a Itália. São 14 vitórias acumuladas desde a primeira edição do prêmio.
Antes de a categoria ganhar formato oficial, em 1956, a Academia já reconhecia o cinema estrangeiro com Oscars Honorários, e o país estava entre os primeiros a receber essa distinção: “Vítimas da Tormenta” (1947), “Ladrões de Bicicleta” (1949) e “Três Dias de Amor” (1950) abriram o caminho.
Quando a categoria ganhou status competitivo oficial, a Itália seguiu dominando: “A Estrada da Vida” venceu em 1957, seguido por “Noites de Cabíria” (1958), “Ontem, Hoje e Amanhã” (1964), “Matrimônio à Italiana” (1965), “Investigação sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita” (1971), “O Jardim dos Finzi-Contini” (1972) e “Amarcord“, de Federico Fellini (1975).
Depois de uma pausa, o cinema italiano voltou a brilhar com “Cinema Paradiso” (1990), “Mediterrâneo” (1992), “A Vida é Bela” (1999) e “A Grande Beleza” (2014).
Três filmes que conquistaram tudo

Vencer o Oscar de Melhor Filme já é difícil. Vencer também Diretor, Ator, Atriz e Roteiro na mesma noite é quase impossível — e a história comprova: em quase cem anos de cerimônia, apenas três filmes conseguiram o chamado “Big Five”.
“Aconteceu Naquela Noite” (1934) foi o primeiro; “Um Estranho no Ninho” (1975), o segundo; “O Silêncio dos Inocentes” (1991), o terceiro. Nenhum repetiu o feito desde então.
Recordes de pessoas: atores e diretores

Quatro décadas separam a primeira e a última estatueta de Katharine Hepburn. A britânica venceu Melhor Atriz em 1933 (“Glória de Um Dia”), 1967 (“Adivinhe Quem Vem Jantar”), 1968 (“O Leão no Inverno”) e 1981 (“No Lago Dourado”), quatro troféus, quatro décadas diferentes.
Entre os homens, Daniel Day-Lewis é o maior vencedor da categoria principal, com três Oscars. Já Meryl Streep detém o recorde de maior número de indicações para um ator, com 21.
Na direção, John Ford permanece no topo com quatro vitórias. Em 2025, Sean Baker virou página própria ao levar quatro estatuetas pela mesma produção em uma única noite: “Anora” lhe rendeu Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original e Montagem.
Mas, no horizonte mais amplo da história do Oscar, ninguém chega perto de Walt Disney. Ao todo, ele venceu 22 vezes e obteve 59 indicações ao longo da carreira.
Primeiras vezes

Em 1940, Hattie McDaniel se tornou a primeira pessoa negra a receber uma estatueta, pelo papel coadjuvante em “…E o Vento Levou”.
A primeira mulher negra a vencer na categoria principal viria mais de seis décadas depois. Halle Berry, em 2002, por “A Última Ceia”. Na direção, a espera foi ainda maior — Steve McQueen só se tornou o primeiro negro a conquistar Melhor Filme em 2014, com “12 Anos de Escravidão”.
E ainda foi preciso chegar a 2020 para que um filme não falado em inglês finalmente levasse a principal estatueta: “Parasita”, de Bong Joon-ho, entrou para a história ao vencer em coreano.
As barreiras de gênero na direção também caíram com atraso. Kathryn Bigelow foi a primeira mulher a vencer Melhor Diretor, em 2010, por “Guerra ao Terror”, 82 anos após a primeira cerimônia.
Já Ang Lee foi o primeiro asiático a conquistar a categoria, em 2006, por “Brokeback Mountain”, e Alfonso Cuarón o primeiro latino-americano, em 2014, por “Gravidade”.
Chloé Zhao reuniu dois recordes de uma vez em 2021: primeira mulher e primeira asiática a levar o prêmio, por “Nomadland”.
História feita em 2026

Pela primeira vez em 98 anos de história, quatro atores indicados nas categorias de atuação trabalham em língua que não o inglês. Wagner Moura, indicado a Melhor Ator por “O Agente Secreto”, é o nome brasileiro da lista — ao lado do trio norueguês de “Valor Sentimental“, formado por Inga Ibsdotter Lilleaas, Renate Reinsve e Stellan Skarsgård.
Os dois filmes também figuram em outro grupo restrito. Ao serem indicados a Melhor Filme, “O Agente Secreto” e “Valor Sentimental” tornaram-se o 12º e o 13º títulos internacionais a disputar a principal categoria do Oscar em toda a história da premiação.
CNN Brasil fará cobertura especial do Oscar 2026
A CNN Brasil prepara uma cobertura especial do Oscar 2026. Além de matérias especiais no site, vamos realizar uma live das 19h às 1 da manhã com Elisa Veeck e Mari Palma na TV e no YouTube. Ao lado de artistas e influenciadores, vamos mostrar desde o tapete vermelho até a divulgação dos vencedores da 98ª edição do prêmio.
source
Fonte : CNN