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Prestes a completar 100 edições e um século de história, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi se adaptando às mudanças que o cinema passou ao longo desse tempo.

Há quase um século, a arte cinematográfica passava do cinema mudo para os primeiros títulos com som, uma inovação surpreendente para o público que estava acostumado a ver histórias sem diálogos com cartelas entre as cenas que explicavam os acontecimentos. Apesar de as cores já estarem sendo testadas nos filmes, o sistema de colocação Technicolor só se tornaria popular em 1930, em sua maioria sendo exibidos em preto e branco. Na época, as estrelas de Hollywood eram nomes como Charles Chaplin, Greta Garbo e Alfred Hitchcock.

Seguindo as tendências e tecnologias de suas épocas, o Oscar teve uma série de categorias que caíram em desuso ao longo do tempo. A primeira edição, realizada em 16 de maio de 1929, se propôs a reconhecer o melhor do cinema entre os anos de 1927 e 1928 Na estreia, a cerimônia tinha ao todo 13 categorias, e, já no ano seguinte, cinco foram extintas e novas surgiram.

Confira todas as categorias que foram extintas do Oscar:

Melhor Entretitulagem (1929)

Com apenas um ano de vida, a categoria se propunha a dar uma estatueta aos cartazes de texto de filmes mudos – recurso que ajudava a explicar e/ou a criar diálogos para os títulos sem som.  No ano, concorreram Gerald Duffy por “A Vida Privada de Helena de Troia”, George Marrion Jr. por “The Magic Flame”, e o único vencedor na história, Joseph Farnham por “O Moinho Vermelho”. A categoria foi extinta com a introdução do som nas películas, o que extinguiria as telas textuais das produções.

Melhor Engenharia de Efeitos (1929)

Foi o precursor dos Efeitos Visuais. A categoria foi extinta em 1930 e só voltaria em 1940 sob outro nome, “Melhores Efeitos Especiais” mas por anos não fez parte da competição principal, sendo considerado um Prêmio Especial ou Honorário dado aos profissionais. Ele chegou a ser extinto entre 1973 e 1978, quando eram dados “Oscar de Realização Especial”. Em 1979, a categoria se estabeleceu na competição fixa sob o nome “Melhores Efeitos Visuais”, que segue até os dias de hoje.

Melhor Qualidade Artística de Produção (1929)

Era uma categoria gêmea ao Melhor Filme, mas com o objetivo de premiar a estética dos filmes. Foi findada no ano seguinte, tem um único vencedor na história o filme “Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans)”. Também concorreram “Chang: A Drama of the Wilderness” e “A Turba”.

Melhor Direção de Comédia e Melhor Direção de Drama (1928)

A ideia era premiar diretores separadamente de acordo com o gênero de seus filmes. As duas categorias foram extintas no ano seguinte, unindo os diretores em uma única, Melhor Direção. Os únicos vitoriosos são Frank Borzage em Drama com “7h Heaven” e Lewis Milestone em Comédia, por “Dois Cavaleiros Árabes”.

Melhor História Original (1932-1957)

O prêmio era dado para o criador do argumento de um filme, que poderia não ser necessariamente a pessoa que fez o roteiro em cima da ideia. Foi extinta em 1957 e fundida à Melhor Roteiro – títulos criados diretamente para a tela.

As variações de Melhor Curta-Metragem

Na 5ª cerimônia do Oscar, a de 1933, foram introduzidas três categorias de curta-metragem, sendo elas Desenho Animado (dado pela 1ª vez para Walt Disney por “Flores e Arvóres), Comédia e Inovação, sendo estas duas últimas extintas em 1937 e substituídas por três novas, que consideravam a quantidade de rolos usados para a projeção, sendo Curta-Metragem Colorido, Curta-Metragem 1 Rolo e Curta-Metragem 2 Rolos. As cores se estabeleceram no cinema naquela década e a categoria Colorido foi extinta após duas edições em 1939.

A avaliação por rolos mudaria em 1958, extinguindo a técnica da avaliação, separando os curtas em Curta-Metragem de Animação e Curta-Metragem (Com Atores Reais) – título que mudaria para Curta-Metragem em Live Action posteriormente.

Melhor Diretor Assistente (1934-1938)

Introduzida na edição de 1934, a 6ª edição, a categoria foi múltipla em seu primeiro ano, entregando a estatueta para sete diretores adjuntos de uma só vez, sem especificar por quais títulos estavam sendo premiados. O último vencedor seria Robert Webb, por “Na Velha Chicago”, na décima cerimônia, oficialmente cortada em 1939.

Melhor Direção de Coreografia

Na era de ouro dos musicais em Hollywood, a Academia decidiu premiar os responsáveis pelas grandes coreografias que marcariam a história do cinema. Em 1936, dando uma vitória dupla, a categoria premiava um número musical específico dos títulos, concedidos naquele ano para “I’ve Got a Feeling You’re Fooling” de “Melodia da Broadway de 1936” e “Straw Hat” de “Folies Bergère de Paris”. Foi extinta em 1939, e todo o prêmio foi concentrado em Melhor Diretor.

Melhor Trilha Sonora Drama e Trilhas de Comédia ou Musical (1995-1998)

Na edição de 1996, a Academia tentou separar as trilhas sonoras de acordo com o gênero dos títulos, agraciando em especial musicais e comédias. Por isso, foram introduzidas duas categorias separadas: uma para Comédia ou Musical (sendo o primeiro vencedor “Pocahontas”) e outra para Drama. Foi extinta após a edição de 1999, e no Oscar de 2000, surgiu uma unificada, Melhor Trilha Sonora.

Melhor Trilha Sonora Adaptada

Tinha como objetivo premiar trilhas e músicas que já existiam em outras mídias e foram adaptadas para o cinema, como por exemplo, um musical da Broadway que foi levado para a tela grande. A categoria foi e voltou diversas vezes ao longo das décadas de 1960 até 1984, quando anunciou seu último vencedor. Por ela, a banda The Beatles venceu em 1971, por “Let It Be”.

Edição de Som e Mixagem de Som (1931 / 1964 – 2020)

A premiação para os mixadores de som é bem antiga na premiação, desde a sua terceira edição em 1931, quando era chamada de Melhor Som, e concedia a estatueta ao departamento todo de estúdio das produtoras. Três anos mais tarde, os responsáveis passaram a ser nomeados e, em 1969, a vitória passou a ser apenas do mixador. O nome seguiu assim até 2004, quando se tornou “Mixagem de Som”.

A categoria de edição foi adicionada na 36ª cerimônia, em 1964, sob o nome de Melhores Efeitos Sonoros, e chegou a mudar de nome algumas vezes, foi tirada, readicionada em 1980 com o nome de “Prêmio de Realização Especial (Edição de Efeitos Sonoros)”, posteriormente apenas Edição de Efeitos Sonoros, até se estabelecer como Melhor Edição de Som em 2001.

Em 2020, as duas categorias foram fundidas em uma única chamada Melhor Som – isso se deu pela mudança nas tecnologias e a sobreposição da função dos profissionais ao trabalharem em longas, ao ponto que não fazia mais sentido separá-los.

Prêmio Juvenil da Academia (1934 – 1960)

Também conhecida como Oscar Juvenil, era parte de uma Premiação Honorária que agraciava atores mirins, pois acreditava-se que jovens ficariam em desvantagem ao concorrerem com atores mais experientes nas categorias padrão de atuação. Dado pela primeira vez na 6ª edição para Shirley Temple que tinha 6 anos, o “minioscar” (pois era dado uma estatueta em tamanho menor aos vencedores) foi entregue por 26 anos, até ser extinto e jovens concorrerem junto aos veteranos. Anos mais tarde, Anna Paquim (11 anos), Tatum O’Neal (10 anos) e Patty Duke (16 anos) superariam adultos e se tornariam vencedores do Oscar antes da maioridade.

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Fonte : CNN

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