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A cerimônia do Sindicato dos Atores, o Actor Awards 2026, que aconteceu neste domingo (1º), foi um balde de água fria para quem esperava uma corrida tranquila ao Oscar de Melhor Ator.

Desde o início da temporada, Timothée Chalamet (“Marty Supreme“) parecia ser o favorito, com vitórias no Critics’ Choice Awards e no Globo de Ouro pelo papel de um jogador de tênis de mesa no filme dirigido por Josh Safdie (“Joias Brutas”).

No entanto, as chances do astro de Hollywood parecem ter dado uma queda após dois cruciais termômetros da temporada: o BAFTA e o The Actor Awards. No prêmio da Academia Britânica, a categoria de Melhor Ator foi para Robert Aramayo, de “I Swear”.

A derrota de Chalamet no Bafta poderia ser facilmente desconsiderada para efeitos na corrida ao Oscar, já que Aramayo não foi indicado à estatueta. O que realmente complica o cenário para o ator, porém, é a derrota no Prêmio do Sindicato dos Atores, onde Michael B. Jordan levou o prêmio — e se credencia, agora, como o novo favorito ao Oscar de Melhor Ator.

Como o Actors Awards impacta na corrida de Melhor Ator no Oscar?

O Actor Awards carrega um peso especial na corrida ao Oscar por uma razão concreta: é votado pelos membros do Sindicato dos Atores, o maior ramo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com mais de 1.300 integrantes.

Trata-se, na prática, da maior fatia do eleitorado que decide o prêmio máximo do cinema. E quando esse grupo se alinha, o resultado costuma reverberar duas semanas depois.

Os números históricos reforçam essa lógica: desde 2010, o Sindicato e a Academia só discordaram em Melhor Ator em três ocasiões, sendo duas delas após 2020. Mas há uma ressalva que torna a disputa ainda mais intrigante, nenhum ator na história do Oscar venceu a categoria tendo o Actor Awards como único precursor televisionado relevante.

É nesse ponto que a corrida de 2026 se transforma em algo raro. Uma vitória de Jordan seria inédita.

Uma vitória de Chalamet, por sua vez, seria a primeira em mais de vinte anos de alguém levar o Oscar de Melhor Ator sem ter vencido nem o Actor Awards nem o Bafta — façanha que não acontece desde Adrien Brody por “O Pianista”, em 2003.

Vale lembrar que a trajetória de Jordan também pesa a seu favor. Com uma carreira iniciada ainda nos anos 1990, o ator chega aos 40 anos no auge de seu prestígio em Hollywood. E ainda o faz interpretando personagens gêmeos no filme com mais indicações da história do Oscar.

Wagner Moura vai ganhar o Oscar 2026 de Melhor Ator?

Pode não parecer, mas a divisão da temporada de prêmios é, paradoxalmente, um dos argumentos mais favoráveis a Wagner Moura (que concorre ao prêmio por “O Agente Secreto”). Quando nenhum candidato domina o circuito, a porta se abre para surpresas.

O cenário fala por si: Chalamet venceu o Globo de Ouro e o Critics’ Choice, Jordan levou o Actor Awards, e Aramayo surpreendeu no BAFTA. Três vencedores diferentes em quatro cerimônias. Quando os eleitores da Academia se fragmentam dessa forma, uma parcela significativa tende a buscar consenso — e um nome fora do duelo principal pode se beneficiar disso.

A história do Oscar guarda exemplos célebres: Marisa Tomei em “Meu Primo Vinny”, Marcia Gay Harden em “Pollock” e Adrien Brody em “O Pianista” venceram justamente em anos sem um favorito claro.

Além disso, Moura chega à reta final com credenciais sólidas: o Prêmio de Melhor Ator em Cannes, o Globo de Ouro e um filme que ganha força e notoriedade conforme o Oscar se aproxima — enquanto Chalamet segue tropeçando nas premiações.

Se os votos entre Chalamet e Jordan se canibalizam mutuamente, como costuma acontecer em disputas polarizadas, o brasileiro pode surgir como o nome capaz de unir diferentes facções do eleitorado e protagonizar uma das maiores surpresas da história do Oscar.

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Fonte : CNN

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