wp-header-logo-1853.png

Um relatório estratégico do governo da França afirmou nesta segunda-feira (9) que a União Europeia deveria considerar uma tarifa, sem precedentes, de 30% sobre todos os produtos chineses ou uma desvalorização de 30% do euro em relação ao renmimbi para combater a avalanche de importações baratas.

A Europa enfrenta uma crescente pressão competitiva chinesa, com empresas da China ganhando participação de mercado, inclusive em setores antes dominados por países europeus, aponta o relatório, embora reconheça que as propostas seriam difíceis de implementar.

O documento foi elaborado pelo Haut-Commissariat à la Stratégie et au Plan, órgão consultivo do governo francês que se reporta diretamente ao primeiro-ministro e orienta as políticas públicas de longo prazo.

A análise constatou que setores centrais para a base industrial europeia, incluindo automóveis, máquinas-ferramenta, produtos químicos e baterias, estão agora sob ameaça direta, com um quarto das exportações francesas e até dois terços da produção alemã expostos à concorrência chinesa.

O aumento está sendo impulsionado por produtos chineses de maior qualidade e vantagens de custo sustentadas de 30% a 40%, de acordo com consultas com fabricantes europeus.

Combinado com uma moeda chinesa “subvalorizada”, o avanço industrial de Pequim corre o risco de “empurrar” a Europa para um ciclo de “destruição” se nenhuma medida for tomada, declarou o chefe da instituição, Clément Beaune.

Ele afirmou que as ferramentas de defesa comercial da UE existentes – que  incluem longas investigações antidumping – são agora insuficientes e pediu uma mudança política “massiva e vital”.

Beaune reconheceu que provocar uma depreciação do euro – ou uma valorização do renmimbi – seria mais difícil do que impor tarifas, embora as tarifas também estivessem longe de ser simples e exigissem o apoio de uma maioria qualificada entre os Estados-membros da UE.

O ministro das Finanças francês, Roland Lescure, disse na semana passada que poderia colocar a volatilidade do mercado cambial na agenda da Presidência francesa do G7 este ano, se necessário.

A França pretende usar a Presidência de um ano do G7 para se concentrar nos desequilíbrios macroeconômicos globais que Lescure descreveu como impulsionados pelo consumo excessivo nos Estados Unidos alimentado por crédito, pelo subinvestimento na Europa e pelo crescimento liderado pelas exportações na China.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu