Agentes do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) cumpriram, nesta quinta-feira (19), dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa ligada ao miliciano Adriano da Nóbrega.
Ao todo, 19 pessoas foram denunciadas na investigação. Entre elas está o deputado federal Rogério Teixeira Júnior, conhecido como Juninho do Pneu (União Brasil), que não é alvo de mandados nesta fase.
A CNN Brasil entrou em contato com a assessoria dele e do partido e aguarda retorno. O espaço segue aberto.
As acusações foram divididas em três ações penais. Segundo o GAECO/MPRJ, uma delas trata da lavagem de dinheiro do jogo do bicho na zona Sul do Rio de Janeiro, outra aborda a atuação da organização criminosa e a terceira envolve o branqueamento de patrimônio.
A ação foi realizada pelo GAECO/MPRJ (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), com apoio da CSI/MPRJ (Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro). Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Crime Organizado da Comarca da Capital.
Investigações revelaram imóveis milionários
De acordo com o MPRJ, foram identificados dois imóveis rurais atribuídos a Adriano, avaliados em R$ 3,5 milhões e registrados em nome de terceiros. Após a morte dele, a viúva Julia Lotufo teria vendido os bens ao deputado.
O MPF (Ministério Público Federal) informou que não atuará no caso, por entender que os fatos não têm relação com o exercício do mandato parlamentar.
Outra frente da investigação aponta um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho, com atuação em Copacabana. Segundo os investigadores, Adriano operava em parceria com Bernardo Bello e utilizava empresas de fachada.
A análise de quatro empresas indicou movimentação superior a R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano. Entre os estabelecimentos citados estão um depósito de bebidas, um bar, um restaurante e um quiosque em um shopping na zona Norte do Rio de Janeiro, com cerca de R$ 2 milhões em créditos em seis meses.
Entre os denunciados está Raimunda Veras Magalhães.
Segundo o GAECO/MPRJ, a organização criminosa continuou atuando após a morte de Adriano. A investigação aponta que Julia Lotufo assumiu a gestão financeira e patrimonial do grupo.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos investigados e deixa espaço aberto para manifestação.
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Fonte : CNN