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A defesa do homem que fez a mistura de cloro na piscina da academia C4 GYM, local onde Juliana Bassetto, de 27 anos, sofreu uma intoxicação, afirmou que somente “obedeceu ordens”. Além da mulher que morreu, outras cinco pessoas foram hospitalizadas após a ocorrência no Parque São Lucas, na zona Leste de São Paulo, no último sábado (7).

Segundo Bárbara Bonvizini, advogada do suspeito, o investigado trabalha no estabelecimento há três anos e foi usado como uma “ferramenta” no caso que tem gerado grande repercussão. Veja o que diz a defesa abaixo: 

Nós prestamos condolências à família da vítima. Nós só vamos nos pronunciar oficialmente ao final das investigações. Quero ressaltar que nós temos total interesse em esclrecer os fatos. Meu cliente é apenas um colaborador da academia, ele foi uma ferramenta e obedeceu a ordens. Ele trabalhava na academia há três anos.

Bárbara Bonvizini, advogada do piscineiro

Além disso, quando perguntada se o homem fez a mistura dos produtos químicos a mando de alguém, a advogada afirmou que “sim”.

O suspeito prestou depoimento, nesta terça-feira (10), no 42º Distrito Policial, do Parque São Lucas, na zona leste da capital paulista. A informação foi confirmada à CNN Brasil pela Polícia Civil.

Vídeo mostra homem fazendo mistura de cloro para piscina onde mulher morreu

Entenda o caso

No último sábado (7), Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu e outras quatro pessoas precisaram ser hospitalizadas após uma intoxicação na piscina do local. As vítimas participavam de uma aula de natação na academia.

Segundo relatado por testemunhas, os alunos perceberam um forte odor químico, seguido de ardência nos olhos, no nariz e nos pulmões, além de episódios de vômito.

Juliana chegou a ser socorrida e levada a um hospital em Santo André, mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca. O marido da vítima e outros três alunos também foram encaminhados para atendimento médico, alguns deles em estado grave.

Uma das vítimas, um adolescente de 14 anos, foi hospitalizado com complicações nos pulmões e permanece sob cuidados médicos.

De acordo com o delegado Alexandre Bento, titular do 42º Distrito Policial, os responsáveis pela academia fecharam o estabelecimento e abandonaram o local sem comunicar a polícia. Para que o Instituto de Criminalística e o Corpo de Bombeiros pudessem realizar a perícia, foi necessário arrombar o imóvel.

O caso foi registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde de outrem. A Polícia Civil iniciou diligências para localizar e intimar os proprietários e gerentes da academia, que devem prestar esclarecimentos.

Veja nota da academia:

“A direção da Academia C4 GYM lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (07/02), informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas a fim de oferecer todo o suporte.

Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário.”

Vandalismo na academia

Imagens registradas, na manhã desta terça-feira (10), mostram a fachada da academia C4 Gym vandalizada por pichações após a morte de Juliana Bassetto, vítima de intoxicação no último sábado (7). As mensagens escritas nos muros cobram responsabilidade do estabelecimento, com frases como “a irresponsabilidade de alguns tira a vida de outros”.

A Subprefeitura Vila Prudente iniciou o processo de cassação da licença de funcionamento da academia C4, no bairro Parque São Lucas, zona Leste de São Paulo, por irregularidades no documento, que estava em nome do antigo proprietário. A medida foi tomada nesta segunda-feira (9).

Segundo a prefeitura, além das falhas no documento, o local possuía ainda a existência de dois CNPJs vinculados à atividade exercida no mesmo endereço, a ausência do Auto de Licença de Funcionamento e a constatação de uma situação precária de segurança.

 

*Sob supervisão de Pedro Osorio

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Fonte : CNN

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