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A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo) convocou e realizou, neste domingo (22), a passeata “Eles por Elas”, na avenida Paulista, região central da capital paulista, destacando a importância da participação masculina na luta contra a violência de gênero. 

De acordo com a ordem, o encontro reuniu mais de 300 pessoas, entre advogados, advogadas, apoiadores e frequentadores da região, que se uniram para exigir o fim da violência contra a mulher.

O presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, afirmou que o movimento não deve parar enquanto esse tipo de violência existir.

“O evento de hoje foi um marco. É o primeiro de grande repercussão de homens se mobilizando para combater a violência contra a mulher. Caminhamos para mostrar um movimento que está começando e que não vai parar de avançar até que não exista mais esse tipo de violência”, disse. 

Sica também fez um convite à toda a sociedade, destacando que, em todo o estado, várias subseções realizaram o “Eles por Elas” neste fim de semana, como em Americana, Assis, Avaré, Cotia, Guarujá, Guarulhos, Mogi Guaçu, Nova Odessa, Osvaldo Cruz, Sumaré, entre outras cidades. 

Violência contra a mulher

A cada 24 horas em 2025, aproximadamente 12 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência. É o que aponta os dados do estudo “Elas Vivem: a urgência da vida”, da Rede Observatórios da Segurança, que monitorou nove estados brasileiros ao longo do ano.

Segundo o levantamento, 4.558 mulheres foram vitimadas, o que representa um aumento de 9% em relação a 2024.

Entre os tipos de violência registrados, chamou atenção o crescimento dos casos de violência sexual e estupro. Os registros aumentaram 56,6%, passando de 602 para 961 casos. O perfil das vítimas revela um cenário alarmante: 56,5% eram crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos.

Entre as ocorrências mais frequentes estão tentativa de feminicídio e agressão, que somaram 1.798 registros.

O estudo também analisou outros tipos de violência, como agressão verbal, cárcere privado, dano ao patrimônio, feminicídio, homicídio, sequestro e supressão de documentos, entre outros.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Fonte : CNN

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