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O comportamento do consumidor no mercado automotivo brasileiro tem apresentado detalhes que ultrapassam o padrão de consumo, principalmente quando analisado sob a perspectiva de gênero. No Dia Internacional da Mulher, um levantamento aponta as preferências das consumidoras em um carro zero quilômetro.

A amostra aponta que o carro transcende a função de transporte básico para se tornar um pilar de autonomia. Para 53,3% das entrevistadas, os conceitos de liberdade e independência são os significados mais importantes associados à posse de um veículo. Os dados são da plataforma Webmotors Autoinsights, que recolheu respostas de mais de 2 mil mulheres entre os dias 9 e 19 de fevereiro deste ano.

A escolha do veículo por parte das mulheres brasileiras é pautada por métricas de eficiência. A economia — seja no consumo de combustível ou na manutenção — é o fator decisivo para 28,3% das respondentes. A segurança mecânica e estrutural aparece em segundo lugar, com 18,1%, seguida de perto pelo conforto térmico e ergonômico (17,3%).

A análise revela ainda que o desempenho do motor (11%) e o design (8,5%) ocupam posições secundárias frente à necessidade de um modelo. Na sequência, espaço interno (7,8%) e conectividade tecnológica (6,8%) são os fatores menos desejados. Esses números sugerem que o público feminino prioriza a relação custo-benefício e a confiabilidade do produto, tratando o automóvel como um investimento em produtividade e bem-estar cotidiano.

A principal motivação para o uso do carro é a necessidade de locomoção diária, citada por 35,6% das mulheres. Na sequência aparecem conveniência e conforto (35,4%). Em contrapartida, atributos subjetivos como “status e realização pessoal” (8,5%) ou “hobby” (7,3%) são os menos considerados.

O levantamento aponta também o método de compra das mulheres. O financiamento parcial lidera as intenções com 39%, indicando um planejamento que envolve a entrega de um veículo usado ou o aporte de uma entrada significativa para mitigar juros. O pagamento à vista foi a opção de 30,5% das entrevistadas. O financiamento total do valor do automóvel é a via escolhida por 25,1%, enquanto o sistema de consórcio ainda detém uma fatia reduzida de 5,4%.

O que não tem na minha bolsa?

De olho no público feminino, a ação “O que não tem na minha bolsa?”, focada no hatch C3 XTR, resgata o legado de pioneiras do automobilismo — como Dorothy Levitt, precursora do uso do retrovisor em 1909, e Bertha Benz, que realizou o primeiro teste de longa distância em 1888. Florence Lawrence, associada à criação dos primeiros sistemas de sinalização (setas), também é homenageada pela Citroën.

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Fonte : CNN

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