Allan dos Santos

Em momentos de crise e opressão, a natureza humana é posta à prova. A decisão entre resistir ao mal ou buscar proteção em sua sombra é um dilema antigo, frequentemente retratado na literatura e no cinema. O arquétipo do “covarde pragmático” emerge, um indivíduo que, movido pelo medo e pela busca pela autopreservação, escolhe abandonar os vulneráveis em favor de sua própria segurança. No entanto, essa aparente esperteza esconde uma armadilha: o mal, em sua insaciabilidade, acaba por consumir aqueles que pensam poder negociar com ele, mostrando que a colaboração oportunista é, no fim, um caminho para a destruição. A busca por uma “imunidade ilusória” se revela uma estratégia falha, onde a tentativa de salvar a si mesmo ao abandonar o justo leva à perda de ambos.

A Tentação da Covardia e a Busca por Proteção

O Apelo do Poder Injusto

Diante de situações de medo e incerteza, a tentação de buscar refúgio no poder injusto torna-se particularmente forte. O indivíduo, imaturo em sua moralidade e fraco em seu caráter, acredita que a obediência cega e a submissão ao opressor garantirão sua sobrevivência. Essa mentalidade parte da premissa equivocada de que proteger os inocentes é responsabilidade de outros, que desafiar o poder estabelecido é arriscado demais e que sua própria astúcia o colocará acima das consequências que afligem os demais.

A Ilusão da Imunidade

No entanto, essa crença na própria esperteza é uma ilusão perigosa. O indivíduo que escolhe o caminho da covardia acredita que será uma exceção, que sua “inteligência estratégica” o protegerá da fúria do opressor. Ele imagina que, ao contrário dos “ingênuos” que ousam resistir, ele será poupado por sua utilidade. Essa falsa sensação de imunidade o impede de enxergar a verdadeira natureza do mal, que não se contenta com meias medidas e não hesita em descartar aqueles que lhe servem de peões.

O Mal Não Negocia, Devora

A Insaciabilidade do Opressor

O erro fundamental do covarde pragmático reside na crença de que o mal pode ser domesticado ou controlado. Ele não percebe que o opressor é insaciável, que sua sede por poder e controle é infinita. A colaboração, em vez de diminuir o risco, o aumenta, pois o indivíduo se torna cúmplice de atrocidades e se vincula a um sistema que não hesitará em descartá-lo quando sua utilidade acabar.

O Descarte dos Colaboradores

O tirano, por sua própria natureza, despreza a fraqueza e a covardia. Ele sabe que aqueles que traem seus semelhantes por autopreservação não são confiáveis e que, em algum momento, poderão traí-lo também. Por isso, o sistema opressor precisa eliminar os delatores, os cúmplices menores e os intermediários, a fim de manter sua estabilidade e evitar que sua própria crueldade seja exposta.

Conclusão: Resistir à Tentação

Em cada ser humano reside a capacidade de escolher entre o bem e o mal, entre a coragem e a covardia. A tentação de salvar a si mesmo abandonando o justo é uma constante, mas é imperativo resistir a ela. Sempre que o mal se fortalece, surgem aqueles que tentam “negociar” com ele, mas essa é uma estratégia fadada ao fracasso. O mal, por sua própria natureza, não negocia – apenas devora. A verdadeira segurança reside na integridade, na solidariedade e na resistência à opressão, mesmo quando o medo ameaça paralisar.

FAQ

1. O que significa o arquétipo do “covarde pragmático”?

É um personagem presente em diversas narrativas que, diante do mal, escolhe salvar a própria pele, abandonando os vulneráveis. Ele acredita que sua esperteza o protegerá, mas acaba sendo consumido pelo próprio mal que tentou evitar.

2. Por que a colaboração com o opressor é uma armadilha?

Porque o mal é insaciável e não negocia. A colaboração não elimina o risco, mas o aumenta, pois o indivíduo se torna cúmplice de atrocidades e se vincula a um sistema que não hesitará em descartá-lo.

3. Qual a importância de resistir à tentação da covardia?

Resistir à tentação da covardia é fundamental para preservar a integridade, a solidariedade e a dignidade humana. A verdadeira segurança reside na resistência à opressão, mesmo quando o medo ameaça paralisar.

Não deixe que o medo te paralise. Aprenda a desenvolver a resiliência e a coragem necessárias para enfrentar os desafios da vida e proteger aqueles que precisam de você. Descubra agora como fortalecer seu caráter e construir um futuro mais justo e solidário.

Fonte: https://revistatimeline.com

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