O comentarista José Eduardo Cardozo e o empresário e ex-deputado federal Alexis Fonteyne discutiram, nesta quinta-feira (20), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se o presidente Lula se arrisca ao ignorar o Senado e indicar Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).
Lula sinalizou a aliados que não aceita ceder à pressão do Senado e que é somente sua a prerrogativa de indicar o novo ministro do Supremo.
Cardozo avalia que divergências sempre vão existir.
“Eu acredito que nunca uma decisão de um presidente da República na escolha de um ministro do Supremo será unânime. Haverá aliados, haverá opositores que sempre criticam a escolha. Por isso, é importante olhar as características subjetivas do nomeado para verificar se o presidente atendeu aos dispositivos constitucionais que estabelecem requisitos”, disse.
“Eu não tenho a menor dúvida que Jorge Messias tem o absoluto preparo e idoneidade para esse exercício funcional. Em primeiro lugar, é um servidor de carreira, um procurador da Fazenda há quase 20 anos e ocupou cargos importantes no Poder Executivo. Paralelo a isso, tem uma perfeita e brilhante carreira acadêmica”, continuou.
Fonteyne entende que o STF está virando um órgão político.
“Quando tem essa disputa política pelo cargo, mostra que o órgão que deveria ser independente, composto por um notório conhecimento jurídico, imparcial, começa a se tornar um órgão político, que vai estar a serviço de um grupo político ou ideologia. Isso é muito ruim para a democracia brasileira”, opinou.
“Se Lula fosse de fato um democrata, um estadista, que pensa no Estado brasileiro, reforçando as instituições, a democracia, ele não deveria fazer esse tipo de indicação. Deveria inclusive pedir auxílio para a OAB ou dentro da magistratura para ver qual é a melhor pessoa e de forma absolutamente independente de questões ideológicas”, prosseguiu.
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Fonte : CNN