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O comentarista José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto discutiram, nesta terça-feira (17), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), como fica a relação entre o STF (Supremo Tribunal Federal), a Receita Federal e a (PF) Polícia Federal após o possível vazamento de dados.

O STF afirmou em nota que investigações iniciais identificaram “diversos e múltiplos acessos ilegais” ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil para tentativa de coleta de dados sigilosos de ministros da Corte, do procurador-geral da República e de seus familiares. Também teria sido constatada a entrega dos dados a terceiros.

Nesta terça, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia sobre o caso. A operação foi motivada por relatório enviado pela Receita Federal ao Supremo. O Sindifisco Nacional e a Unafisco Nacional manifestaram preocupação após a operação.

Os acessos ilegais teriam sido feitos pelos servidores da Receita Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Nos próximos dias, eles deverão prestar depoimentos à Polícia Federal, que prosseguirá nas investigações.

Bortoletto disse acreditar que o clima é institucional, com nada de diferente de um dia a dia adequado para as instituições.

“O assunto é grave, é preocupante, requer medidas extremas. É natural e normal que isso aconteça num processo de investigação. Até o momento, eu não consigo ver ligação entre os quatro envolvidos, além da temática que envolve a ação da Polícia Federal e da investigação”, citou.

“Temos uma expectativa de elucidação e de clareza daquilo que motivou as pessoas a fazerem esse acesso indevido, se de fato elas fizeram.” “Estamos no início de uma apuração, e não entendo que isso vá gerar uma crise entre as instituições. Cada qual dentro de seu quadrado, estabelecendo aquilo que é prerrogativa institucional de cada um”, prosseguiu.

Cardozo diz que os fatos são gravíssimos, mas que deve se manter o devido processo legal.

“Os fatos são gravíssimos. Eu não posso quebrar sigilos para investigar autoridades, inclusive ministros do Supremo. Isso é inaceitável. Tem que se verificar, claro, nós não temos acesso a tudo aquilo que foi apurado. Mas pelo o que a imprensa noticia, há indicadores concretos de que houve quebra de sigilos fraudulentos e remessa para pessoas desses dados”, declarou.

“A questão é: 1) esse ilícito está comprovado? 2) quem recebeu este material? 3) quem foram os mentores dessa situação. Eu quero crer que já existem ilícitos suficientes para algum tipo de algum tipo de suspeita, razão pela qual o ministro Alexandre de Moraes determinou essas medidas cautelares”, finalizou.

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Fonte : CNN

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