Ataques dos Estados Unidos e de Israel mataram ao menos 1.230 pessoas no Irã desde sábado, segundo a agência estatal Islamic Republic News Agency (IRNA), enquanto as hostilidades na região se intensificaram durante a noite.
O número supera as 1.190 mortes registradas em ataques de EUA e Israel ao Irã em junho passado e surge em meio a um número crescente de líderes mundiais e analistas que questionam a base legal da campanha militar conduzida pelos dois países. Em outras partes da região, dezenas de pessoas, incluindo crianças, morreram em ataques de retaliação realizados por Teerã contra países vizinhos, segundo autoridades locais.
Agora, autoridades iranianas afirmam que os ataques de EUA e Israel atingiram “dezenas de centros civis”, incluindo bairros residenciais, hospitais, escolas e locais de patrimônio histórico, desde a capital Teerã, no norte do país, até a província meridional de Minab.
“Nos últimos cinco dias, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, um grande número de áreas civis foi alvo”, informou a IRNA nesta quinta-feira, citando Ismaeil Baghai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Em Teerã, um parque infantil e o Palácio Golestan, listado como patrimônio da UNESCO, foram atingidos, segundo a IRNA. O Hospital Gandhi, na capital, também foi danificado em um ataque na segunda-feira, informou a emissora estatal iraniana.
Em outras regiões, bombardeios mataram ao menos 35 pessoas na província meridional de Fars e 27 civis em áreas residenciais de Maragheh, no noroeste do país, informou a agência. Na quarta-feira, um complexo residencial densamente povoado na cidade de Sanandaj, no oeste do Irã, também foi atingido, acrescentou a IRNA.
O ataque mais letal no Irã até agora ocorreu no sábado, quando ao menos 168 meninas e 14 professoras morreram em um ataque de EUA e Israel contra uma escola primária feminina em Minab, segundo a mídia estatal iraniana. A Casa Branca não descartou na quarta-feira que militares dos EUA tenham realizado o ataque, mas insistiu que os Estados Unidos “não têm como alvo civis”.
A CNN procurou o Exército de Israel para comentar o caso.
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Fonte : CNN