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A confirmação de Mojtaba Khamenei como o novo Líder Supremo do Irã sinaliza a manutenção da linha dura do regime islâmico e a ausência de reformas estruturais no país.

De acordo com especialistas em relações internacionais, a escolha do filho de Ali Khamenei, morto em um ataque aéreo recente, reforça a estabilidade dos setores conservadores e a continuidade das políticas de repressão interna e hostilidade externa.

Aliança com a Guarda Revolucionária

Mojtaba Khamenei, de 56 anos, assume o posto após ser selecionado pela Assembleia de Peritos, seguindo a orientação de que o líder máximo deveria ser uma figura “odiada pelo inimigo”.

O novo aiatolá possui laços estreitos com a Guarda Revolucionária (IRGC), contando com forte apoio das gerações mais radicais da organização.

Para Jasmine el-Gamal, ex-assessora do Pentágono, a nomeação é um “ato de defasagem” contra os governos de Israel e dos Estados Unidos, indicando que Teerã não pretende recuar ou se render.

O Departamento do Tesouro dos EUA já havia imposto sanções a Mojtaba em 2019, acusando-o de promover objetivos domésticos opressivos e ambições regionais desestabilizadoras.

Manutenção da política externa

Embora o regime possa tentar ajustes pontuais para acalmar protestos populares motivados por questões econômicas, os princípios fundamentais da política externa iraniana permanecem inalterados.

Segundo o professor de Relações Internacionais Vinícius Rodrigues Vieira, a visão dos Estados Unidos e de Israel como inimigos centrais continuará sendo inegociável sob o novo comando.

A sucessão ocorre em um momento de escalada militar, com Israel anunciando novas ondas de ataques contra infraestruturas em Teerã e outras regiões.

Em resposta, o governo iraniano convocou a população para realizar um juramento de lealdade ao novo líder nesta segunda-feira (9), enquanto o presidente da Rússia, Vladimir Putin, reafirmou seu apoio inabalável a Teerã diante do que classificou como “duras provações”.

Desafios e resistência interna

O novo líder supremo enfrentará o desafio de manter a coesão do regime em meio a conflitos regionais e à resistência de iranianos que buscam maiores liberdades.

Críticos do governo apontam que Mojtaba pode não ter as credenciais clericais tradicionalmente exigidas para o cargo, além de enfrentarem oposição à ideia de uma sucessão dinástica em um país que derrubou a monarquia em 1979.

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Fonte : CNN

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