Uma pesquisa revelou que um novo comprimido em estudo conseguiu reduzir em 26% a ocorrência de novos acidentes vasculares cerebrais em pessoas que já sofreram com AVCs. O estudo foi apresentado pela primeira vez na International Stroke Conference, realizada em Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Segundo a Associação Americana do Coração, o risco de um novo episódio é de cerca de 1 em cada 4 pacientes. O comprimido, desenvolvido pela Bayer, é de uso diário e foi testado em 12 mil pacientes em 37 países, com controle de placebo.
Um destaque do resultado foi o fato de o tratamento não ter aumentado o risco de sangramentos intracranianos, um efeito adverso observado em terapias anteriores.
Participantes foram selecionados após terem sofrido um AVC isquêmico, sem relação com causas cardíacas, como arritmias — condição chamada de AVC isquêmico não-cardioembólico.
“Um AVC é um evento que muda a vida dos pacientes e um grande problema de saúde pública. Os resultados representam uma conquista notável da pesquisa, demonstrando uma redução substancial no risco de AVC com o uso de asundexian em comparação com o placebo, além de um efeito terapêutico sustentado e um perfil de segurança sem aumento observado de sangramentos graves segundo a ISTH”, afirmou Mike Sharma, investigador principal do estudo Oceanic-Stroke.
Parte do evento também incluiu pessoas que já passaram por um ataque isquêmico transitório (AIT), conhecido como mini-AVC, que não resulta em danos permanentes ao cérebro.
Realizado entre 2022 e 2025, o estudo corresponde à fase 3 de testes clínicos. Para que o medicamento chegue oficialmente aos pacientes, ainda será necessário submetê-lo à avaliação de agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, e a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos.
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Fonte : CNN