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Brasil chegou a marca de 90 casos confirmados de mpox, nesta terça-feira (24), segundo dados do Ministério da Saúde e de secretarias estaduais.

O aumento dos casos no Brasil fizeram as buscas pelo vírus aumentarem, segundo dados do Google Trends.

O estado com maior número de ocorrências é São Paulo, com 63 casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 15 registros, Rondônia, com 4, Rio Grande do Sul, com 2, e Santa Catarina e Distrito Federal com 1 em cada.

Também foram contabilizados casos em Minas Gerais (3) e no Paraná (1), locais que ainda não haviam aparecido na lista do Ministério da Saúde.

Conforme mostra o gráfico, as pesquisas por mpox atingiram o pico neste mês dentro do período de um ano. Veja abaixo.

Mpox: buscas pelo vírus crescem após 90 casos confirmados no Brasil • Google Trends
Mpox: buscas pelo vírus crescem após 90 casos confirmados no Brasil • Google Trends

As buscas que estão em alta recentemente sobre mpox são, principalmente, sobre os casos no Brasil neste ano.

Buscas que estão em alta sobre mpox no Brasil • Google Trends
Buscas que estão em alta sobre mpox no Brasil • Google Trends

Além disso, as buscas mais frequentes no Brasil são sobre o que é a doença.

Buscas mais frequentes sobre mpox no Brasil • Google Trends
Buscas mais frequentes sobre mpox no Brasil • Google Trends

Sobre mpox

mpox é causada por um vírus transmitido principalmente por contato íntimo ou muito próximo com uma pessoa infectada. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça e lesões na pele que se manifestam como bolhas ou erupções características.

Embora atualmente não haja registros de mortes no Brasil, a doença pode evoluir para complicações graves em determinados casos. Estimativas apontam que, em cenários mais críticos, até 10% dos quadros podem evoluir para óbito, especialmente sem acompanhamento adequado. No entanto, o avanço nas estratégias de vigilância, diagnóstico e isolamento tem contribuído para reduzir riscos.

A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com a pele de pessoas infectadas, sobretudo quando há lesões, mas também pode acontecer por meio do contato com secreções ou do compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas.

Os sintomas mais comuns incluem febre, dores de cabeça e musculares, sensação de fraqueza e lesões na pele, que geralmente surgem no rosto e podem se espalhar pelo corpo.

Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, já que ainda não há medicamento específico aprovado para a mpox.

Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões, período que pode variar de duas a quatro semanas, conforme a evolução clínica.

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Fonte : CNN

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