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A CNN Brasil conseguiu imagens que estão com a Polícia Civil de conversas por um aplicativo de mensagem entre um dos donos da C4 Gym, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, e um dos funcionários responsáveis pela aplicação dos produtos químicos na piscina. A academia está envolvida na morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, além da intoxicação de outras seis pessoas. 

As mensagens ocorreram entre um dos donos, Celso Bertolo Cruz, e o funcionário e manobrista, Severino José da Silva. 

As imagens mostram as mensagens e, posteriormente, todas as enviadas pelo dono apagadas. Em depoimento, Celso confessou ter apagado as conversas trocadas com o manobrista no dia do ocorrido, justificando o ato por “desespero”. 

Nos registros, é possível identificar medições de nível de pH e cloro, além do funcionário questionando sobre a dose que poderia ser aplicada na piscina e os produtos utilizados. 

A investigação da Polícia Civil apura a morte da professora e a intoxicação das outras seis pessoas na academia. O inquérito aponta que a fatalidade foi causada por cloro adulterado aplicado por um funcionário sem qualificação técnica, sob ordens da gerência. 

O caso aconteceu no último dia 7 de fevereiro, durante uma aula de natação, quando havia nove pessoas presentes. 

Os alunos relataram sentir um cheiro químico muito forte, seguido de queimação nos olhos, nariz e pulmões, além de vômitos. 

Logo após o ocorrido, a Subprefeitura da Vila Prudente interditou o local após constatar a ausência de alvará de funcionamento e uma “situação precária de segurança”. 

Os três sócios da C4 Gym foram indiciados por homicídio, e o delegado Alexandre Bento solicitou a prisão dos envolvidos.  A Justiça, no entanto, negou o pedido.

Cloro de uma semana

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (12), o delegado Alexandre Bento, do 42º DP (Parque São Lucas), responsável pela investigação da morte de Juliana Bassetto, afirmou que o cloro utilizado na piscina em um dia era o equivalente a quantidade usada em uma semana.

Segundo o delegado, o cheiro de cloro na academia ainda permanece muito forte, sendo possível sentir o cheiro de longe. Os documentos juntados na investigação apontaram para o excesso de produto químico utilizado na água, com grandes medidas usadas em apenas um dia.

A proporção, segundo Alexandre, é o proporcional para uma semana inteira. Para o delegado, “eles faziam tudo isso visando lucro máximo, para que a piscina nunca fosse fechada.”

*Sob supervisão de AR.

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Fonte : CNN

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