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Antes de o mundo conhecer o número 10 como Rei, houve um pedido simples em uma cadeira de barbearia em Santos. “Quero um topete.” Quem ouviu foi João Araújo, o Didi, que morreria décadas depois como personagem discreto de uma das imagens mais icônicas do futebol.

Didi morreu na madrugada desta terça-feira, 24, após complicações decorrentes de duas cirurgias no intestino. Ele estava internado desde o início do mês na Beneficência Portuguesa, deixando esposa e três filhos.

O encontro com Pelé aconteceu em 1956. O garoto recém-chegado de Bauru havia acabado de assinar com o Santos Futebol Clube e buscava um corte que traduzisse personalidade. No pequeno salão perto da Vila Belmiro, Didi aceitou o desafio. Ajustou a tesoura, levantou a franja e entregou o que ninguém até então tinha conseguido. O topete virou marca registrada.

A partir dali, o barbeiro passou a fazer parte da rotina do maior jogador brasileiro. Entre treinos, títulos e viagens internacionais, era Didi quem mantinha o visual alinhado. Mesmo após a aposentadoria, as visitas continuaram, já na casa do Guarujá, numa amizade que ultrapassou o ofício.

Com o tempo, a barbearia quase em frente ao portão 6 da Vila se tornou extensão simbólica do Santos. Nas paredes, fotos e chuteiras autografadas registravam a amizade. Em uma delas, a dedicatória: “Para o Didi, o maior barbeiro do Brasil”.

O Santos lamentou o falecimento de Didi e destacou a importância do barbeiro no visual de Pelé. O velório ocorreu nesta terça, na Beneficência Portuguesa de Santos, e seguiu para o Memorial Necrópole Ecumênica, mesmo local onde Pelé foi sepultado, para a cerimônia de cremação.


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Fonte : CNN

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