O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou no sábado (14), durante a Conferência de Segurança de Munique, que seu país e a Europa são parceiros, não adversários, e certamente não “rivais sistêmicos”.
Membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, Wang fez essas declarações em resposta a perguntas sobre as relações China-UE após discursar na sessão “A China no Mundo” da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha.
Meio século de relações comerciais e um volume diário de negócios superior a US$ 2 bilhões demonstram claramente a profundidade da parceria entre a China e a Europa, afirmou Wang, alertando que exagerar as diferenças prejudicaria as relações sino-europeias.
Reconhecendo as diferenças nos sistemas sociais, valores e trajetórias de desenvolvimento, ele enfatizou que as diferenças não são motivo para serem adversárias, e as divergências não são base para confrontos.
Respeito mútuo, apreço e aprendizado devem guiar seus esforços para alcançar o desenvolvimento comum e iluminar o mundo em conjunto, segundo Wang.
“É claro que a China e a Europa são parceiras. Não somos oponentes, certamente não ‘rivais sistêmicos’. Essa é uma mentalidade negativa e também uma percepção equivocada”, disse Wang.
“Como diz um antigo provérbio chinês, ‘todas as coisas crescem juntas sem se prejudicarem; os caminhos correm em paralelo sem conflito’. Há mais de 2.000 anos, nossos ancestrais possuíam essa visão e inclusão. Será que nós, como humanidade hoje, somos realmente inferiores aos do passado? Confúcio observou que ‘o cavalheiro busca a harmonia, mas não a uniformidade’. Isso significa que, primeiro, reconhecemos as diferenças e a diversidade; a partir daí, podemos buscar uma harmonia melhor. Essa é a meta que almejamos alcançar, e também o caminho de um cavalheiro”, disse ele.
“Esperamos que a China e a Europa ajam com cortesia e respeito. No atual contexto internacional complexo e turbulento, ambos os lados devem unir esforços para defender o multilateralismo, salvaguardar a autoridade das Nações Unidas, opor-se à intimidação unilateral, proteger o livre comércio e resistir ao confronto entre blocos”, acrescentou.
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Fonte : CNN