O porta-voz da Comissão Europeia para Comércio, Olof Gill, afirmou em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (27) que a aplicação provisória do acordo entre União Europeia e Mercosul valerá apenas para os países do bloco sul-americano que já concluíram a ratificação interna.
“O acordo só entrará em aplicação provisória com aqueles países do Mercosul que o ratificaram e com os quais a Comissão tiver trocado as notificações formais”, disse.
De acordo com ele, o processo jurídico prevê a troca de notas verbais entre as partes e, dois meses após esse intercâmbio, o tratado passa a vigorar de forma provisória. “Não tenho uma data exata neste momento”, acrescentou.
Uruguai e Argentina, até o momento, foram os únicos países do bloco a ratificarem o acordo.
Gill ressaltou que o tratado europeu permite esse mecanismo antes da aprovação final pelo Parlamento Europeu, mas lembrou que a conclusão definitiva depende do aval dos eurodeputados. “A ratificação final por voto do Parlamento é sempre necessária”, afirmou. Ainda assim, defendeu o avanço imediato para que a UE comece a “colher os benefícios” do acordo.
Questionado sobre eventual resistência política ao pacto, em especial de políticos franceses, o porta-voz disse que o processo demonstra a solidez institucional do bloco. Segundo ele, todas as etapas seguiram os tratados europeus e contaram com o endosso das instituições competentes. “Isso mostra que a democracia europeia está em boa saúde”, destacou.
Sobre a possibilidade de novos membros do Mercosul serem automaticamente incluídos no acordo – como no caso da Bolívia – Gill reconheceu que ainda não há definição.
Ele também confirmou que a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, manteve diálogo com Estados-membros e lideranças do Parlamento Europeu antes da decisão de avançar com a aplicação provisória.
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Fonte : CNN