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O menor, de 17 anos, investigado por estupro coletivo ocorrido em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, se entrou à polícia e foi apreendido nesta sexta-feira (6), no 54ª Departamento Policial (Belford Roxo).

Os outros quatro adultos identificados e envolvidos no crime — ocorrido no último dia 31 de janeiro contra uma adolescente de 17 anos –, também se apresentaram às autoridades e foram presos.

Inicialmente, o MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) não havia se manifestado favoravelmente à internação provisória do menor, mas após tomar conhecimento de novas denúncias de casos de estupro coletivo, a medida foi pedida e decretada pela Vara da Infância e Juventude da Capital, que expediu mandado de busca e apreensão contra o adolescente.

Agentes teriam realizado buscas pelo menor na manhã de hoje, no entanto, ele não havia sido encontrado. Agora, com a sua apresentação para a polícia, o adolescente responderá por ato infracional análogo à estupro.

O indiciado é identificado como ex-namorado da vítima, mas por ser menor de idade, teve a identidade preservada. A polícia acredita que a menina foi atraída por meio de uma “emboscada premeditada” arquitetada para que ela mantivesse relações sexuais com ele e com seus quatro amigos.

Entenda o caso

A menina recebeu mensagens de seu ex-namorado convidando-a para ir ao seu apartamento. A partir da relação de confiança, ela teria aceitado ir ao imóvel, localizado na rua Ministro Viveiros de Castro, no dia 31 de janeiro.

No momento em que eles iam entrar no apartamento, o suspeito disse estar junto de outros dois amigos e afirmou que eles iriam fazer “algo diferente”, o que a jovem disse ter recusado prontamente.

Segundo o inquérito policial, ao chegar no local, a vítima iniciou uma relação sexual consentida com o menor de idade. No entanto, o quarto em que eles estavam foi invadido pelos outros jovens, que pediram para participar do ato.

Mesmo com a negativa da vítima, houve insistência e pressão para ela ceder. A situação se agravou e evoluiu para agressões físicas e atos sexuais forçados por parte de todos os presentes.

A menina chegou a dizer que os jovens a impediram de sair do quarto para poder continuar com os abusos. Um deles chegou a confrontá-la perguntando se a mãe a via nua, já que ela estava “machucada e sangrando”.

Um exame de corpo de delito confirmou que havia hemorragia, sangue e escoriações na parte íntima da menor. Além de machucados nas costas e nos glúteos, compatíveis com o relato dela em relação aos socos e tapas que sofreu. Também foi constatada a presença de sêmen.

A vítima reconheceu formalmente os agressores por meio das imagens da câmera.

O inquérito foi concluído e a autoridade policial reconheceu que havia indícios suficientes de estupro coletivo. A Polícia Civil repassou o inquérito ao Ministério Público e solicitou a prisão dos envolvidos.

O que dizem as defesas dos jovens acusados

A defesa de Vitor Hugo falou à imprensa na saída da delegacia, afirmando que o cliente nega participação no crime, embora admita que estava no apartamento. Segundo ele, Vitor não teve oportunidade de ser ouvido durante a investigação. O advogado declarou ainda que tomou conhecimento, nesta quarta-feira (4), de uma outra denúncia envolvendo o jovem, mas que ainda não teve acesso ao conteúdo do material.

Em nota, o advogado de João Gabriel negou a acusação de estupro e informou que “confia que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia”. A defesa de Matheus não se manifestou. O jovem permaneceu em silêncio durante depoimento e, em seguida, foi encaminhado ao sistema penitenciário.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos outros envolvidos. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de AR.

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Fonte : CNN

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