wp-header-logo.png

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, sobre o conflito no Oriente Médio.

O contato ocorreu a partir de Paris, onde o diplomata brasileiro participa de uma reunião de chanceleres do G7.

Já uma fonte iraniana afirmou à CNN, na terça-feira (24), que houve contato entre os Estados Unidos e o Irã e que Teerã está disposta a ouvir propostas “adequadas” para pôr fim à guerra.

O reconhecimento veio um dia após o governo iraniano negar ter mantido conversas com Washington, em contradição com declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que os dois lados teriam alcançado “pontos importantes de acordo” em negociações realizadas no fim de semana.

Os relatos contraditórios provocaram forte oscilação nos preços do petróleo e nos mercados de ações.

Enquanto isso, o conflito segue sem sinais de arrefecimento. O Irã realizou novas ondas de ataques com mísseis contra Israel durante a madrugada, ao mesmo tempo em que colonos israelenses promoveram uma série de ataques na Cisjordânia ocupada.

Entenda o objetivo de cada lado na guerra no Oriente Médio

Estados Unidos

Os Estados Unidos ainda não definiram claramente seus objetivos imediatos, mas há décadas buscam mudar o comportamento do Irã e procuram obter garantias rigorosas de que a República Islâmica não desenvolverá um programa de armas nucleares nem continuará apoiando grupos aliados que atacam Israel.

Washington também pretende impor limites estritos ao programa de mísseis balísticos do Irã, ao mesmo tempo que demonstra poderio militar suficiente para dissuadir futuros líderes iranianos de desafiarem a ordem regional.

Irã

O Irã busca impor uma mudança sísmica no status quo regional, ao mesmo tempo que garante sua própria sobrevivência.

Durante anos, o país observou os países árabes do Golfo prosperarem sob a proteção de segurança dos EUA, enquanto a República Islâmica sofria com sanções paralisantes.

Dessa perspectiva, Teerã pretende usar seu controle sobre o crucial Estreito de Ormuz, exigir reparações de guerra e garantir o levantamento das sanções – tudo isso enquanto inflige danos econômicos e estratégicos globais para demonstrar o quão custoso um futuro conflito com o Irã poderia ser.

Israel

Israel busca derrubar o regime iraniano, que por meio século designou Israel as seu principal inimigo global.

Sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Israel também deixou clara sua ambição de remodelar o Oriente Médio, neutralizando todas as ameaças potenciais à sua segurança, incluindo os grupos regionais apoiados pelo Irã.

Israel apoiou monarquistas iranianos depostos pela Revolução Islâmica de 1979 e vê esta guerra como o ápice de um processo que começou após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, quando iniciou a eliminação de suas principais ameaças regionais.

Países árabes do Golfo

Para os Estados árabes do Golfo, a guerra provou que o Irã representa a sua maior ameaça.

Eles permanecem unidos no desejo por estabilidade e prosperidade econômica, mas suas cidades foram as mais atingidas pelos mísseis e drones iranianos, o que abalou sua sensação de segurança e semeou uma profunda desconfiança em relação aos seus vizinhos iranianos, que persistirá por muitos anos.

A maioria dos países da região, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Bahrein, agora considera o regime iraniano uma ameaça direta e de longo prazo à sua segurança e pode exigir o fim da guerra com garantias de segurança.

Em contrapartida, países como Omã expressaram descontentamento com Israel e os Estados Unidos por terem iniciado a guerra contra o Irã.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu