A nova fase da operação da PF (Polícia Federal) sobre o Banco Master resultou na prisão do dono da instituição, Daniel Vorcaro, e de dois servidores do Banco Central. A ação, realizada nesta quarta-feira (4), representa uma escalada significativa nas investigações que envolvem a instituição financeira.
Em entrevista ao CNN Money, o economista Gilberto Braga, professor de economia do IBMEC-RJ, analisou as implicações desta nova fase da operação. Segundo ele, o envolvimento de funcionários do BC representa uma falha grave de governança interna do órgão fiscalizador e também evidencia uma mudança qualitativa no tratamento do caso.
Um dos servidores detidos, Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, é acusado de prestar consultoria informal ao banqueiro. Este desdobramento levanta sérias questões sobre os mecanismos de controle interno da autarquia responsável pela fiscalização do sistema financeiro nacional.
De acordo com Braga, o caso do Banco Master, que até então estava restrito à área civil administrativa, agora adentra a esfera penal, com crimes de natureza diversa sendo investigados. “Mostra uma falha grave de governança interna do órgão fiscalizador e também uma mudança qualitativa no tratamento do caso Banco Master“, afirmou o economista.
“Algo que podia ser isolado dentro do caráter financeiro e até com repercussões políticas, agora ganha uma nova janela, que é a janela criminal”, completou Braga, destacando a gravidade da situação que agora transcende questões meramente administrativas e regulatórias para adentrar o campo da justiça criminal.
Embora a operação não tenha impactado diretamente as oscilações do mercado financeiro brasileiro nesta quarta-feira, o caso levanta preocupações sobre os mecanismos de supervisão e controle do sistema bancário nacional, especialmente quando envolve servidores da própria instituição reguladora.
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Fonte : CNN