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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a operação militar americana contra o Irã tem como objetivo “eliminar a ameaça dos mísseis balísticos de curto alcance do Irã e a ameaça representada por sua Marinha, particularmente aos seus ativos navais”.

“Esse é o objetivo claro desta missão”, disse Rubio, apesar das declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a operação militar também estava ligada à mudança de regime no Irã.

“A ameaça iminente era que sabíamos que, se o Irã fosse atacado – e acreditávamos que seria –, eles nos atacariam imediatamente, e não íamos ficar parados, absorvendo o golpe antes de respondermos”, disse ele à imprensa no Capitólio na segunda-feira, antes de se reunir com o grupo de líderes do Congresso conhecido como Gangue dos Oito.

 

“Sabíamos que haveria uma ação israelense. Sabíamos que isso levaria a um ataque contra as forças americanas, e sabíamos que, se não os atacássemos preventivamente antes que lançassem esses ataques, sofreríamos baixas ainda maiores”, afirmou.

“A avaliação feita foi de que, se ficássemos parados esperando o ataque acontecer antes de revidarmos, sofreríamos baixas muito maiores”, concluiu Rubio.

Rubio afirmou que permitir que o Irã continue desenvolvendo seus mísseis balísticos de curto alcance é “um risco inaceitável” e disse ser importante realizar a operação militar enquanto Teerã estiver em seu “ponto mais frágil”.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

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Fonte : CNN

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