Novos pontos da investigação sobre o caso de Juliana Bassetto, mulher que morreu após uma aula de natação na academia C4 GYM, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, mostram que o manobrista do estacionamento era o responsável pela limpeza da piscina do local.
A PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo) afirmou que aguarda o homem e a recepcionista do estabelecimento para prestarem depoimentos. Ainda segundo a corporação, imagens do possível momento em que o manobrista realiza a mistura do produto químico devem ser analisadas.
O delegado-geral da Polícia Civil de SP, Artur Dian, informou que cloro estava misturado com um produto ainda não identificado.
Além da mulher que morreu, ao menos quatro pessoas foram hospitalizadas após sofrerem intoxicação.
De acordo com testemunhas, os alunos do local sentiram um cheiro químico intenso, seguido de queimação nos olhos, nariz e pulmões, além de episódios de vômito.
A mulher, de 27 anos, chegou a ser socorrida em um hospital de Santo André, mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca.
Vinicius de Oliveira, marido de Juliana, também precisou ser internado após um mal-estar. Ele segue no local. Além disso, um adolescente, de 14 anos, foi hospitalizado com bolhas no pulmão.
Marido de mulher que morreu salvou outro casal de piscina em academia de SP
Outras duas pessoas, ainda não identificadas, também foram encaminhadas para unidades de saúde, mas já foram liberados.
Investigação e perícia técnica
O delegado Alexandre Bento, titular do 42º DP, afirmou que os responsáveis pela academia fecharam o estabelecimento e abandonaram o local sem comunicar o fato à polícia.
Para viabilizar o trabalho do Instituto de Criminalística e do Corpo de Bombeiros, as autoridades precisaram arrombar o imóvel.
A perícia busca identificar se houve erro na dosagem de produtos químicos ou o uso de substâncias irregulares na manutenção da água. A Vigilância Sanitária também foi acionada para inspecionar as instalações.
Academia onde mulher morreu em SP funcionava sem alvará da prefeitura
Providências legais
O caso foi registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde de outrem. A Polícia Civil já iniciou as diligências para localizar e intimar os proprietários e gerentes da academia para prestarem esclarecimentos sobre o caso.
A CNN Brasil entrou em contato com a Seja Pilates Academia e com a C4 GYM. Veja nota abaixo:
A direção da Academia C4 GYM lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (07/02), informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas a fim de oferecer todo o suporte.
Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário.
*Sob supervisão de Tonny Aranha
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Fonte : CNN