Manifestantes se reuniram em frente à embaixada do Irã em Beirute, no Líbano, nesta quinta-feira (26), agitando bandeiras iranianas e do Hezbollah.
Os manifestantes expressaram indignação com a decisão do Líbano de declarar o embaixador iraniano persona non grata, manifestando solidariedade ao Irã e à sua liderança.
Alguns manifestantes afirmaram que seus laços com o Irã estavam enraizados no que descreveram como “a resistência”, rejeitando o que chamaram de tentativas de enfraquecer a aliança entre o Irã e o Líbano.
O Líbano declarou o embaixador iraniano persona non grata na terça-feira (24) e deu o prazo de até domingo (29) para deixar o país, após ordenar a saída de dezenas de outros cidadãos iranianos, incluindo diplomatas.
O governo libanês afirmou que a medida não representava um rompimento das relações diplomáticas com o Irã.
O Hezbollah foi fundado pela Guarda Revolucionária do Irã em 1982 e é amplamente considerado a ponta de lança da aliança regional de grupos armados do Irã. Em 2 de março, o Irã abriu fogo contra Israel em solidariedade a Teerã, desencadeando uma campanha aérea e terrestre israelense no Líbano.
Seis fontes regionais familiarizadas com a posição iraniana afirmaram que o Irã disse a intermediários que o Líbano deve ser incluído em qualquer acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos e Israel, condicionando o fim da guerra à interrupção da ofensiva israelense contra o Hezbollah.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
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Fonte : CNN