A França disse que o chefe militar francês conversou com cerca de 35 países nesta quinta-feira (26), à procura de parceiros e propostas para reabrir o Estreito de Ormuz assim que a guerra no Irã terminar.
Os aliados ocidentais dos Estados Unidos afirmaram que não participarão no conflito. Mas a atividade nos bastidores sublinha a preocupação de que, após os combates, o Irã possa continuar ameaçando Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do abastecimento global de petróleo.
O transporte marítimo para lá já desacelerou e quase parou depois que o Irã atingiu navios em meio ao conflito com os Estados Unidos e Israel.
Uma declaração do Ministério da Defesa francês não listou quais países participaram das negociações com o chefe das Forças Armadas, Fabien Mandon, mas disse que eram de todos os continentes.
Iniciativa estritamente defensiva
Fontes disseram que a reunião foi uma discussão inicial para ver como os países veem a crise e oferecer ideias e buscar feedback sobre como poderia ser uma missão.
“Esta iniciativa, independente das operações militares na região, é de natureza estritamente defensiva”, afirma o comunicado da Defesa francesa.
“O objetivo é organizar a retomada da navegação através do Estreito de Ormuz assim que as hostilidades cessarem”.
Separadamente, o almirante Nicolas Vaujour, chefe do Estado-Maior da Marinha Francesa, disse ter mantido conversações com 12 autoridades navais – incluindo do Reino Unido, Alemanha, Itália, Índia e Japão.
“Estamos trocando pontos de vista sobre questões relacionadas com a liberdade de navegação e a segurança marítima, uma vez que o mar é uma artéria vital para a nossa economia global e estabilidade regional”, escreveu ele no X nesta quinta-feira.
França e Reino Unido lideram planos
Vários países estão coordenando as discussões. O presidente Emmanuel Macron, que sugeriu a existência de uma estrutura da ONU para qualquer ação no estreito, disse que os esforços internacionais só poderiam acontecer quando as hostilidades se acalmarem, as empresas de seguros e de navegação forem consultadas e com o consentimento do Irã.
A França enviou o seu grupo de ataque de porta-aviões para o Mediterrâneo Oriental, bem como dois porta-helicópteros e oito navios de guerra para o Oriente Médio, em preparação para possíveis missões futuras.
O Reino Unido também disse que está trabalhando com aliados em um plano “viável” para reabrir o Estreito, uma tarefa que o primeiro-ministro Keir Starmer descreveu como difícil se a tensão não for reduzida.
Um oficial de defesa disse que a primeira fase deve se concentrar na procura por minas explosivas, seguida por uma segunda fase para proteger os petroleiros que atravessam a área.
A retirada das minas seria potencialmente um problema importante, dado que os EUA não têm capacidade por si só, disseram fontes.
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Fonte : CNN