© Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Joanesburgo, África do Sul, nesta sexta-feira (21), para participar ativamente da Cúpula de Líderes do G20, o grupo que reúne as maiores economias globais. Em publicação nas redes sociais, o presidente destacou a importância do lema do G20 para 2025 – Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade – para o Brasil e para o Sul Global.

O Brasil, que assumirá a presidência do bloco em 2024, tem um papel de destaque nesta edição da cúpula, integrando a “troika” ao lado da África do Sul e dos Estados Unidos, o próximo país a liderar o fórum. A troika representa a colaboração entre as presidências atual, anterior e futura, visando garantir a continuidade e a preparação para as próximas reuniões do grupo.

A presidência sul-africana definiu quatro prioridades para as discussões: fortalecer a resiliência e a capacidade de resposta a desastres, garantir a sustentabilidade da dívida pública dos países de baixa renda, promover o financiamento para uma transição energética justa e utilizar minerais críticos como motores para o desenvolvimento e o crescimento econômico.

O G20, criado em 1999, é o principal fórum de cooperação econômica internacional. A cúpula será dividida em três sessões temáticas, resultando em uma declaração de líderes. Um dos avanços esperados é um texto sobre os princípios a serem observados na extração e no processamento de minerais estratégicos e terras raras.

Além da declaração dos ministros de Finanças sobre a sustentabilidade da dívida, será apresentado um relatório com propostas de melhorias nos métodos de funcionamento do G20. A presidência da África do Sul encerra o primeiro ciclo completo de presidências pelos países do grupo e manteve a prática iniciada pelo Brasil de realizar reuniões inclusivas durante a semana de alto nível da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, permitindo que países não membros do G20 também expressem suas opiniões.

No sábado, os líderes discutirão crescimento econômico sustentável, abordando o financiamento ao desenvolvimento, o comércio e as dívidas públicas. À tarde, a sessão será dedicada às mudanças climáticas, à redução dos riscos de desastres, à segurança alimentar e à transição energética. No domingo, a reunião focará nos minerais críticos, no trabalho decente e na inteligência artificial.

À margem da cúpula, o presidente Lula planeja encontros bilaterais com outros chefes de Estado e autoridades presentes. No domingo, está prevista uma reunião entre os líderes do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas), uma iniciativa trilateral criada em 2003 para promover a cooperação entre os países do Sul Global.

Após a cúpula, Lula seguirá para Maputo, capital de Moçambique, onde fará uma visita de trabalho na segunda-feira, marcando os 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países. Moçambique é o maior beneficiário da cooperação brasileira na África, com recursos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) em áreas como saúde, agricultura, educação e formação profissional. Durante a visita, as cooperações nessas áreas serão revistas, além do combate ao crime organizado.

Brasil e Moçambique buscam ampliar o comércio e os investimentos. Um fórum empresarial, com a participação de empresários brasileiros e moçambicanos, abordará agronegócio, indústria, inovação e saúde. Em Maputo, Lula se reunirá com o presidente Daniel Chapo, e a assinatura de um acordo de cooperação entre academias diplomáticas está prevista, assim como outros termos de cooperação técnica. O presidente participará do encerramento do fórum empresarial e receberá o título de doutor honoris causa da Universidade Pedagógica de Maputo. O retorno de Lula ao Brasil está previsto para a segunda-feira.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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