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Durante evento da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) para América Latina e Caribe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o Conselho de Paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao dizer que o intuito deles é criar um “resort” em Gaza.

“Compensou destruir Gaza? matando a quantidade de mulheres que mataram crianças, para agora aparecerem com pompa, criando um conselho para dizer: vamos reconstruir Gaza. Aí aparece como se fosse, sabe, um resort para milionário passar a férias no lugar que estão os cadáveres das mulheres e das crianças que morreram”, afirmou.

Em seu discurso, Lula relembrou que a Constituição brasileira permite que o país escolha não ter arma nuclear e defendeu que a paz “é a única possibilidade de fazer com que a humanidade avance”.

“Aqui no Brasil nós temos a opção de não possuir armas nucleares na nossa Constituição, porque há muito tempo a gente chegou a conclusão que aquele ditado que quem quer paz se prepara para a guerra, é para quem quer fazer guerra. Nós queremos paz, porque a paz é a única possibilidade de fazer com que a humanidade avance”, completou.

Relembre

No início deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump convidou o presidente Lula para integrar o Conselho de Paz de Gaza.

A ideia do norte-americano é promover a paz em todo o mundo e trabalhar para resolver conflitos. A proposta foi feita em setembro de 2025, quando Trump anunciou seu plano para encerrar a guerra em Gaza e, posteriormente, o líder americano deixou claro que a atuação do conselho seria expandida.

Ele chegou a sugerir, inclusive, que o grupo “poderia” substituir a ONU.

De acordo com apuração da analista da CNN, Isabel Mega, o presidente brasileiro deve negar o convite de Trump. A expectativa é para que os dois presidentes tratem do assunto durante visita prevista do petista a Washington ainda neste mês.

Na visão de fontes do governo, o conflito no Irã, desencadeado por ataques dos Estados Unidos e de Israel, fragiliza ainda mais a ideia de uma adesão. O Brasil vê dificuldades do conselho se tornar viável e questiona o fato de o órgão não ter discutido previamente a situação no Irã.

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Fonte : CNN

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