O Senado aprovou o projeto que altera a atual diretriz da licença-paternidade e amplia o período de 5 para 20 dias, nesta quarta-feira (4). O texto, que foi votado de maneira simbólica – sem o registro nominal de votos – agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com um estudo do British Journal of Social Psychology, a implementação de uma licença-paternidade eficaz pode levar a uma distribuição mais equilibrada dos papéis de gênero na responsabilidade pelo cuidado dos filhos.
No estudo, divulgado em outubro de 2024, os pesquisadores entrevistaram 19.259 estudantes universitários (sendo 11.924 mulheres), de 48 países diferentes, perguntando sobre como homens e mulheres se dividiam no cuidado de crianças e sobre como deveria ser a divisão ideal.
Os resultados mostraram que, em países que já adotam alguma licença parental, como é o caso da licença-paternidade no Brasil, os dois indicativos se aproximam, o que pode apontar para um melhor equilíbrio nos papéis de gênero.
A pesquisa sugere ainda que a adoção de políticas públicas como essa causa impacto primeiro na forma como as pessoas agem e, só depois, vão refletir em como elas veem o que outras pessoas em seu país fazem de fato.
“Nossas descobertas fornecem suporte empírico para a função expressiva da política. No entanto, devido à natureza transversal dos dados, os resultados presentes não devem ser entendidos como evidência de mecanismos causais”, afirmou Simon Schindler, autor do estudo e professor da Federal University of Applied Administrative Sciences, na Alemanha.
Com os resultados os, pesquisadores notaram que, assim como as políticas públicas são capazes de impactar a forma como a sociedade vive, o contrário também é possível. A formação de políticas públicas eficientes também depende de boa observação daquilo que a sociedade e suas mudanças demandam.
Com informações de Davi Alencar, da CNN Brasil.
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Fonte : CNN