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O governo federal realizou nesta quarta-feira (18) o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026 e contratou cerca de cerca de 19 GW de potência e investimento total estimado de R$ 64,5 bilhões.

O certame durou mais de seis horas e teve um deságio médio de 5,52% em relação aos preços iniciais estabelecidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME), e ocorre após dois anos de espera, inúmeros debates, judicialização, um adiamento e questionamentos sobre as regras previstas. No total, o volume de contratos somou 515,7 bilhões.

Segundo o governo, a economia foi de R$ 33,6 bilhões.

Entre os principais grupos vencedores estão empresas como Spic, Eneva e Petrobras, Diamante, Áxia (antiga Eletrobras), Âmbar (J&F), Engie, Copel, entre outras com projetos de termelétricas a gás natural, carvão mineral e hidrelétricas.

 

Voltado à segurança energética, o LRCap tem como objetivo garantir que o sistema elétrico conte com usinas disponíveis para operar em momentos críticos. Na prática, essas usinas funcionam como uma espécie de “seguro” do sistema e podem ser acionadas rapidamente em situações de alta demanda.

Este foi o segundo leilão feito pelo governo nestes moldes. O primeiro ocorreu em 2021 e teve um deságio médio bem maior, de 15,34%. O certame foi estruturado em produtos com entrega de potência entre 2026 e 2031, organizados em rodadas sequenciais, com predominância de térmicas e participação de hidrelétricas nos anos finais. A quantidade contratada em cada rodada foi definida previamente pelo governo e ajustada ao longo do certame, conforme o resultado das disputas.

Um exemplo recorrente ocorre no início da noite. Nos dias úteis, por volta das 18h, cerca de 45 gigawatts (GW) de geração solar deixam o sistema com o pôr do sol, exigindo o acionamento de usinas térmicas e hidrelétricas para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda.

Ao todo, 330 projetos foram cadastrados, totalizando mais de 120 GW de potência, na maioria termelétricas a gás natural. Em entrevista a jornalistas, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou o resultado, ressaltando que trouxe resiliência ao sistema no que ele chamou de “maior leilão de térmicas da história”

“Leiloamos térmicas existentes para 2026, 207 e 2028 e térmicas novas também para 2028, 2029 até 2031, isso nos dará segurança energética até a próxima década”, disse. “Creio que será o último leilão de térmicas da década”, acrescentou.

Disputa por preço e acesso à rede

O leilão foi realizado em rodadas sequenciais, nas quais os empreendimentos competiram tanto pelo preço quanto pelo acesso ao sistema de transmissão, fator determinante para viabilizar a entrega da energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Os vencedores terão direito a uma receita fixa mensal, paga pela CCEE, em troca da disponibilidade de potência ao sistema. A energia gerada poderá ser comercializada livremente pelos empreendedores.

O leilão foi dividido em duas etapas, realizadas nesta quarta (18) e na próxima sexta-feira (20), na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo.

Ao longo do processo, os empreendimentos disputaram contratos de disponibilidade de potência com prazos de até 15 anos.

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Fonte : CNN

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