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Lázaro Ramos, 47, que completa 20 anos à frente do programa de entrevistas “Espelho”, revelou o que considera fundamental para uma boa conversa: a escuta. Durante participação na CCXP25, o apresentador compartilhou sua experiência e filosofia por trás de seu trabalho como entrevistador.

“Eu que sou muito falante, vou escolher uma coisa que talvez surpreenda. Eu acho que é a escuta”, afirmou Lázaro. “Tanto é que eu acho que no programa ‘Espelho’, ao longo desses 20 anos, mais do que um entrevistador, eu sou um escutador. É uma escuta interessada e a conversa seguir”, explicou.

O apresentador destacou que prefere seguir o fluxo natural da conversa em vez de se prender ao roteiro. “Sigo muito pouco o roteiro, porque a pessoa vai me inspirando”, revelou. Essa abordagem mais orgânica tem sido sua marca registrada ao longo das duas décadas do programa.

Evolução como entrevistador

Ao refletir sobre sua trajetória, Lázaro reconheceu as mudanças em seu estilo. “Depois de 20 anos, eu comecei o ‘Espelho’ sem experiência nenhuma como entrevistador, mas tinha uma autenticidade. Isso é muito bonito de ver. Acho que eu não sou mais aquele jovem inocente que eu era”, comentou.

O apresentador também destacou a importância histórica do programa. “É muito bonito também pensar que o ‘Espelho’ registrou 20 anos do Brasil, pensando o país politicamente, socialmente, pensando a cultura do país”, observou. A nova temporada do programa promete mesclar episódios antigos com novos, estabelecendo conexões entre diferentes momentos da história brasileira.

Lista de desejos e acervo histórico

Quando questionado sobre entrevistados que ainda deseja receber, Lázaro não hesitou: “Jorge Ben e Maria Bethânia, mais um ano que eu tento, de novo tentei, não consegui, mas se tiver uma temporada 21 eu vou tentar de novo porque eles estão no meu coração”.

O apresentador também revelou um hábito interessante: gravar muito mais conteúdo do que é exibido. “O programa tem no máximo 25 minutos e algumas pessoas eu gravava duas horas, três horas, por exemplo, Tom Zé. Eu gravei 3 horas com o Tom Zé”, contou. Outros artistas como Gilberto Gil também tiveram longas conversas, das quais apenas uma parte foi ao ar.

Atualmente, Lázaro trabalha na digitalização desse vasto acervo. “Estou pegando os 20 anos do ‘Espelho’ e tô colocando na nuvem”, explicou, deixando em aberto possibilidades futuras para esse material, como documentários ou versões estendidas das entrevistas.

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Fonte : CNN

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