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O Departamento de Justiça dos EUA apreendeu, nesta quinta-feira (19), diversos sites que, segundo ele, eram usados ​​pelo Irã como parte de “operações psicológicas” para a disseminação de propaganda terrorista.

O Ministério da Inteligência e Segurança do Irã usava os quatro sites, em parte, para publicar “dados sensíveis roubados durante esses ataques cibernéticos e para incitar o assassinato de jornalistas, dissidentes do regime e cidadãos israelenses”, afirmou o Departamento de Justiça em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (19).

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, alertou que “a propaganda terrorista online pode incitar violência no mundo real” ao anunciar as apreensões, enquanto o diretor do FBI, Kash Patel, disse que “o FBI caçará todos os responsáveis ​​por essas ameaças de morte covardes e ataques cibernéticos e usará toda a força da lei americana contra eles”.

As apreensões dos sites ocorrem uma semana após homens, a centenas de quilômetros de distância uns dos outros, atacarem instituições americanas em cidades dos Estados Unidos.

Os dois ataques, um na Old Dominion University em Norfolk, Virgínia, e o outro no Templo Israel em West Bloomfield Township, Michigan, estão sendo investigados como atos de terrorismo.

Os motivos exatos de cada ataque ainda estão sendo investigados, mas o homem que, segundo as autoridades, dirigiu um caminhão contra a sinagoga em Michigan, antes de morrer em um tiroteio com a segurança, já havia sido sinalizado em bancos de dados do governo americano por ligações com supostos membros do grupo militante Hezbollah, embora não se acreditasse que ele fosse um membro.

Em outro incidente, o homem que, segundo as autoridades, matou uma pessoa e feriu outras duas na Old Dominion University era um veterano e apoiador condenado do Estado Islâmico. Ele foi morto por um grupo de estudantes na sala de aula do ROTC (Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva), onde abriu fogo.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto em ataques conjuntos entre EUA e Israel no final do mês passado. Os ataques continuaram diariamente desde então.

De acordo com o Departamento de Justiça, os sites apreendidos publicavam fotos, nomes e informações sensíveis de 190 associados do governo israelense, juntamente com ameaças e avisos.

A Justiça afirma que os sites estavam envolvidos em outras ameaças e operações de hackers, bem como em incitações a assassinatos contra alvos iranianos.

“Atores maliciosos” associados a um dos sites, segundo o comunicado do Departamento de Justiça, “direcionaram ameaças online a indivíduos que criticaram publicamente o governo iraniano”.

O objetivo dessas campanhas, de acordo com o Departamento, é “desencorajar o jornalismo independente” e “incitar o medo entre membros da diáspora iraniana que criticam o regime”.

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Fonte : CNN

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