A Justiça da Itália deve retomar nesta quarta-feira (11) o julgamento sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil.
Condenada em dois processos, Zambelli está presa em Roma desde 29 de julho de 2025. A ex-deputada foi para a Itália após ser condenada a dez anos de prisão por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Posteriormente, ela também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
O Ministério da Justiça brasileiro encaminhou ao Ministério do Interior da Itália pedido de extradição de Zambelli em 12 de junho do ano passado.
Zambelli renunciou ao mandato de deputada federal em dezembro após uma determinação do STF para que o suplente assumisse o cargo em 48 horas.
Nesta terça-feira (10) a justiça italiana negou o recurso para que o julgamento de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli fosse reiniciado. A defesa da aliada de Bolsonaro solicitou a troca dos juízes responsáveis pelo julgamento, alegando falta de imparcialidade.
Pedido foi negado pela 1ª Seção Penal da Corte de Apelação. O julgamento foi conduzido por um colegiado feminino, presidido pela juíza Noemi Coraggio e composto pelas magistradas Vilma Passamonti e Ilaria Amaru.
A sessão ocorreu a portas fechadas e começou com atraso devido à falta de uma intérprete, que não havia sido comunicada. A corte precisou encontrar uma substituta às pressas para não adiar o processo.
Procurado pela CNN Brasil, o advogado Fabio Pagnozzi informou que iria recorrer da decisão na terça-feira (10). Ele tem 15 dias para apresentar o recurso.
A defesa da ex-deputada solicitou a troca dos juízes durante a audiência de janeiro, que originalmente trataria do mérito da extradição.
O argumento foi de que o colegiado não reuniria condições de imparcialidade, pois decisões anteriores indicariam um entendimento prévio favorável à extradição, além de negar a produção de provas requeridas
A ex-deputada foi presa na Itália em julho. Em outubro, o Ministério Público italiano já havia se manifestado a favor da extradição.
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Fonte : CNN