Juiz de Fora, uma das cidades mais afetadas pela tragédia provocada pelas chuvas em Minas Gerais na segunda-feira (23), está entre os municípios com maior número de moradores em áreas de risco no Brasil. Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), a cidade mineira ocupa a nona posição no ranking nacional.
O levantamento mais recente do órgão foi divulgado em 2023, com base nos dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O estudo analisa os municípios com maior probabilidade de ocorrência de deslizamentos, enxurradas e inundações, que devem ser priorizados nas ações da União voltadas à gestão de riscos e desastres naturais.
De acordo com a análise, Juiz de Fora, que possui aproximadamente 540.756 moradores, tem cerca de 128.946 pessoas vivendo em áreas de risco. Este número representa quase 24% da população do município.
Veja o ranking nacional:
Na mesma lista aparece outras duas cidades mineiras. No topo está Belo Horizonte que ocupa a quarta posição, atrás apenas de Salvador (1ª), São Paulo (2ª) e Rio de Janeiro (3ª).
- Salvador (BA) – 1.217.527
- São Paulo (SP) – 674.329
- Rio de Janeiro (RJ) – 444.893
- Belo Horizonte (MG) – 389.218
- Recife (PE) – 206.761
- Jaboatão dos Guararapes (PE) -188.026
- Ribeirão das Neves (MG) — 179.314
- Serra (ES) — 132.433
- Juiz de Fora (MG) — 128.946
- São Bernardo do Campo (SP) — 127.648
Minas Gerais tem mais de 1 milhão de pessoas em áreas de risco
Quando analisados por estado, São Paulo, Bahia e Minas Gerais lideram o ranking em números absolutos, todos com mais de 1 milhão de pessoas vivendo em áreas suscetíveis a desastres.
Veja os dados:
- SP — 1.552.836 (4,4%)
- BA — 1.465.515 (17,3%)
- MG — 1.403.496 (10,6%)
Ao todo, o estudo selecionou 1.942 municípios. Segundo o levantamento, 8.904.136 pessoas vivem em áreas de risco em todo o país.
Previsão de de riscos para as região
Até o momento, há 59 mortes pelo estado. Apenas em Juiz de Fora há 53 óbitos e 13 desaparecidos. Ao todo, mais de 3.500 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. Diante da gravidade, as cidades decretaram estado de calamidade pública, e o governo acionou um plano de contingência.
Segundo a Cemaden, na próxima sexta-feira (27), há possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos em áreas de drenagem deficiente e inundações no município.
Buscas continuam
Em entrevista à CNN, o tenente-coronel Wenderson Marcelino, coordenador adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, informou que mais de 600 profissionais estão envolvidos nas operações de resgate nas áreas afetadas, especialmente nas cidades de Juiz de Fora e Ubá.
“O problema principal hoje é a busca pelas pessoas que ainda estão desaparecidas. O Corpo de Bombeiros segue nos trabalhos de busca ao longo do dia de hoje na tentativa de conseguir localizá-las o mais rápido possível”, explicou Wenderson Marcelino.
*Sob supervisão de AR.
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Fonte : CNN