O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), elogiou a postura da Polícia Civil na conclusão do inquérito do caso do cão Orelha. Um adolescente foi responsabilizado pela morte do animal e a polícia pediu sua internação.
“A nossa polícia fez uma grande luta, uma maratona para juntar todas as peças e entrega ao Ministério Público com prova e o encaminhamento de quem foi”, disse o governador, em Brasília. “Então, a polícia entrega nesta quarta-feira para o Ministério Público o processo com indicações de autoria e prova”.
Segundo a polícia, a internação foi solicitada devido à gravidade do crime, medida equivalente à prisão no sistema adulto. O caso foi investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA).
A investigação também apurou uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo, que conseguiu escapar. Por esse caso, a Polícia Civil fez representação contra quatro adolescentes.
Três adultos também foram indiciados por coação a testemunha.
O cão comunitário Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã, na Praia Brava, no Norte da Ilha. O animal sofreu uma pancada contudente na cabeça, provocada por um chute ou objeto rígido, como pedaço de madeira.
Orelha morreu numa clínica veterinária após ter sido resgatado.
Ainda segundo a Polícia Civil, foram ouvidas 24 testemunhas e um total de 8 adolescentes foram investigados. O responsável por assassinar o cão Orelha foi identificado pela roupa utilizada no crime.
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Fonte : CNN