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Em abril de 2023, Jorge Jesus deixou o Flamengo após 13 meses de um contrato vitorioso rumo ao Benfica. Campeão Brasileiro, da Supercopa, da Recopa e do Carioca, o treinador preferiu voltar para Portugal.

O clube anunciou a saída com uma nota afirmando que ele “exercia seu direito contratual”. O clube lamentou a “perda do vitorioso técnico”, dizendo respeitar a “decisão pessoal”.

Hoje no comando do Al-Nassr, da Arábia Saudita, onde comanda Cristiano Ronaldo e é líder da Saudi Pro-League, Jesus disse que deixou o Brasil não em busca de um contrato melhor na Europa, mas sim pela pandemia de Covid-19.

 

 

“Foi o grupo que mais se interessou e preocupou comigo. Interessavam-se em saber o porquê dos exercícios e das conversas com alguns durante o treino. E eu ficava no gramando explicando tudo, no final. Por isso não teria saído daquela Cidade Maravilhosa se não fosse a Covid-19”, disse, em sua coluna publicada no jornal Record, de Portugal.

Jesus teve Covid-19 e precisou ficar isolado em seu apartamento. À época, ele morava sozinho no Rio de Janeiro.

“Os médicos visitavam-me vestidos com equipamentos anti-contágio e os funcionários do clube deixavam a comida à minha porta. Tocavam e fugiam antes de eu abrir. Sentia-me numa prisão. Via as notícias e no Brasil a Covid parecia sentença de morte. Então decidi, se era para morrer, que fosse em Portugal. E vim embora”, relembra.

Jesus chegou a renovar o contrato em meio à pandemia, mas deixou o país após receber uma proposta do Benfica para três temporadas, estimado em cerca de 6 milhões de euros à época. A novela da saída durou meses até que as partes decidiram pela rescisão de contrato.

“Sem a pandemia, se calhar hoje ainda estaria no Flamengo. Entre julho de 2019 e abril de 2020 ganhámos cinco troféus e só perdemos quatro jogos.”

Ao todo, Jesus comandou o Flamengo emn 57 jogos, e somou 43 vitórias, 10 empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 81,2%.

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Fonte : CNN

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