O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu que jogadores que cubram a boca, como fez Gianluigi Prestianni quando acusado de racismo por Vini Jr, devem ser punidos.
Para o dirigente, um atleta que adota essa postura tem algo a esconder. “Se um jogador tapa a boca e diz algo que tem consequências racistas, tem que ser expulso, obviamente”, disse à Sky News.
“Precisamos assumir que ele disse algo que não deveria, do contrário, não precisaria cobrir a boca”, completou.
Na última semana, o argentino ficou fora do jogo de volta dos playoffs das oitavas de final da Champions League por conta da investigação conduzida pela UEFA. Para Infantino, é preciso combater esse tipo de atitude.
“Claro, quando acontece, precisamos olhar as evidências e analisar. Mas não podemos ficar satisfeitos. É por isso que propusemos na reunião da IFAB que a gente estude mudanças nas regras disciplinares”, revelou.
“Sugerimos mudar antes do final de abril, assim podemos aplicá-las na Copa do Mundo. Eu só não consigo entender. Se você não tem nada a esconder, você não tapa sua boca para falar. É simples assim. São ações que nós podemos e precisamos tomar para lidar com essa luta com seriedade.”
Mudanças nas punições
Infantino também defende uma postura diferente no que diz respeito às punições por atos racistas no futebol. Para ele, pedidos de desculpas poderiam interferir no tempo de suspensão, por exemplo.
“Você pode fazer coisas que não quer em um momento de raiva, pedir desculpas e então a sanção precisa ser diferente. Dar um passo adiante. Talvez devêssemos pensar em algo assim também”, ponderou.
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Fonte : CNN