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A Itaúsa encerrou 2025 com resultados recordes, demonstrando a resiliência de seu portfólio diversificado mesmo em um cenário econômico desafiador.

Em entrevista exclusiva ao CNN Money, Priscila Grecco, CFO da companhia, destacou que o lucro líquido atingiu R$ 16,5 bilhões, com ROE (retorno sobre o patrimônio) acima de 18%.

“Foi um ano muito feliz em todos os sentidos de resultados. Acho que mostrando bastante a resiliência do nosso portfólio frente a um cenário ainda bastante desafiador, com taxa de juros em um patamar ainda bastante elevado”, afirmou Grecco.

Embora o Itaú Unibanco continue sendo o principal ativo da companhia, o novo portfólio do setor não financeiro, construído principalmente na última década, já contribui com mais de R$ 1 bilhão do resultado total, com crescimento de quase 50% em 2025.

Para 2026, mesmo com o cenário macroeconômico ainda pressionado, a Itaúsa pretende continuar capturando crescimento e priorizando a distribuição de proventos aos acionistas.

Impacto da reforma tributária

Um dos pontos mais relevantes abordados por Grecco foi o impacto positivo que a reforma tributária trará para a Itaúsa a partir de 2027.

Segundo a executiva, a holding atualmente sofre com uma ineficiência fiscal que representa cerca de R$ 850 milhões em despesas anuais de PIS e Cofins sobre os JCP (Juros sobre Capital Próprio) recebidos das investidas, principalmente do Itaú Unibanco.

“Com a reforma tributária, o PIS e Cofins é extinto e a gente não tem a nova tributação sobre essa receita financeira. Então, o JCP deixa de ser tributado pelo PIS e Cofins”, explicou.

Essa mudança deve resultar em uma otimização fiscal significativa para a Itaúsa, o que pode contribuir para a redução do desconto no valor das ações da companhia em relação à soma das partes de seu portfólio.

“O que a gente tem falado muito para a nossa base de acionistas é que a gente deveria ver uma redução desse desconto e, portanto, uma valorização da nossa ação”, concluiu Grecco, destacando que essa ineficiência fiscal atualmente representa cerca de 7 pontos percentuais do desconto das ações da Itaúsa.

Perspectivas para o setor bancário

No setor bancário, a CFO destacou que o Itaú Unibanco superou as expectativas em relação aos indicadores de inadimplência, apresentando uma carteira de crédito de alta qualidade.

“A gente vê índices de inadimplência completamente sob controle, estáveis, um custo de crédito que evolui, obviamente, com a carteira de crédito, mas praticamente muito estável e muito saudável”, explicou.

Segundo Grecco, esse desempenho é resultado de um processo de redução de riscos da carteira e de uma gestão eficiente de risco. Para 2026, a perspectiva é de continuidade do crescimento da carteira de crédito, embora em ritmo menos acelerado devido à conjuntura econômica.

Infraestrutura e planos de IPO

No segmento de infraestrutura, a Itaúsa possui participações na Motiva e na EGE, empresas que atuam nos setores de rodovias, aeroportos, trilhos e saneamento.

Grecco destacou que a EGE está se preparando para um possível IPO, embora a decisão final dependa das condições de mercado.

“A companhia já vem conversando muito com potenciais investidores e existe muito interesse pelo setor. Enfim, acho que é um setor que é muito rentável e, ao mesmo tempo, com um pipeline de crescimento bastante importante”, destacou a executiva, referindo-se à EGE, que atua no setor de saneamento.

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Fonte : CNN

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