O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu instruíram as Forças Armadas a “avançar e tomar posições estratégicas adicionais em áreas elevadas” no Líbano, após as forças israelenses realizarem uma série de ataques no país nesta semana.
O ministro da Defesa afirmou que ele e Netanyahu determinaram às Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) que “evitem disparos e protejam as comunidades israelenses na fronteira”, em pronunciamento em vídeo nesta terça-feira.
“O IDF atuou durante a madrugada e continuou assumindo o controle da área”, disse o ministro, acrescentando que “o IDF segue agindo com firmeza contra alvos do Hezbollah no Líbano”.
Após a incursão israelense no sul do Líbano, o Exército libanês “reposicionou” centenas de soldados que estavam próximos à fronteira, deslocando-os mais ao norte, segundo uma fonte militar libanesa.
Em conversa com a CNN, a fonte afirmou que as tropas israelenses avançaram até agora “centenas de metros dentro do território libanês”, e não quilômetros — acrescentando que não houve confronto até o momento entre forças libanesas e israelenses.
Dezenas de pessoas morreram após os Estados Unidos e Israel lançarem uma campanha de bombardeios contra o Irã, desencadeando violência regional, incluindo a retomada de ataques israelenses no Líbano — depois que o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, reivindicou a autoria do disparo de projéteis do Líbano contra Israel.
Pelo menos 52 pessoas morreram e 154 ficaram feridas em ataques israelenses em todo o Líbano na segunda-feira, informou o governo libanês. Em Israel, ao menos 10 pessoas morreram, segundo os serviços de emergência Magen David Adom.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
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Fonte : CNN